Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Governo cria três novas empresas para concentrar operações da Águas de Portugal

  • 333

Jorge Moreira da Silva espera poupanças com a reorganização do setor da água.

Nuno Botelho

A reorganização do sector da água fica concluída: 19 sistemas multimunicipais ficam reduzidos a cinco grandes empresas. Duas já existiam. As outras três acabam de ser aprovadas em Conselho de Ministros.

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O Governo aprovou esta quinta-feira em Conselho de Ministros a criação das empresas Águas do Norte, Águas do Centro Litoral e Águas de Lisboa e Vale do Tejo, para concentrar 15 sistemas de abastecimento de águas e saneamento que eram geridos separadamente no grupo Águas de Portugal.

A Águas do Norte irá gerir os sistemas que até agora estavam dispersos por quatro entidades gestoras. Já a Águas do Centro Litoral resulta da fusão de três sistemas. Na Águas de Lisboa e Vale do Tejo serão agregados oito sistemas multimunicipais.

Estes três processos de reestruturação, sublinha o Executivo em comunicado, "permitem assegurar maior equidade territorial e coesão social, diminuindo a disparidade tarifária resultante das especificidades dos diferentes sistemas e regiões do país". Além disso, acrescenta o Governo, será possível "aumentar a eficiência dos sistemas de águas e águas residuais urbanas com redução dos custos associados", bem como "garantir a disponibilidade dos meios financeiros para o investimento em infraestruturas e garantir a sustentabilidade económico-financeira das entidades gestoras".

A criação destas empresas permite concluir a reorganização territorial que foi anunciada em outubro do ano passado pelo ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, que passava, entre outros aspetos, por concentrar em cinco empresas os 19 sistemas de abastecimento de água e saneamento urbano existentes no país. As três empresas agora aprovadas vêm somar-se a dois outros sistemas que já existiam, sob gestão da Águas Públicas do Alentejo e da Águas do Algarve.

Além da reorganização territorial, está em curso a reestruturação corporativa do grupo Águas de Portugal, na qual o Governo espera que seja gerada uma redução dos custos operacionais, que acabará por funcionar como um fator de alívio nos custos que serão imputados aos consumidores finais por via das tarifas de água e saneamento.

Recorde-se que as previsões do Governo apontam para uma redução dos custos operacionais na Águas de Portugal de 20 milhões de euros por ano entre 2013 e 2015, sendo que em 2025 o grupo Águas de Portugal deverá registar custos operacionais 62 milhões de euros abaixo do que se previa nos contratos atuais.

Ainda ao nível da reestruturação da Águas de Portugal é prevista uma redução de 55% nos lugares de chefia, sendo que a maior parte deste corte resultará da reorganização territorial que o Governo acaba de concluir.