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Volatilidade: Aproveitar as altas e baixas do mercado!

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O início do ano tem sido marcado pela elevada turbulência nas principais praças financeiras mundiais o que tem deixado os investidores apreensivos sobre o comportamento da economia e o futuro dos seus investimentos. No mês de janeiro, o VIX, que mede a volatilidade do S&P 500, chegou a atingir os 32,09 pontos, um valor superior ao valor observado em setembro de 2015.

O foco da volatilidade que tem vindo a ser transferido da China aos mercados emergentes e ao petróleo, tem vindo, recentemente, a afetar o sentimento dos investidores em torno do setor financeiro e, adicionalmente, começaram a surgir referências sobre um eventual abrandamento da economia norte-americana. Aquilo que começou por ser interpretado como o impacto natural dos baixos preços do petróleo no setor energético, tem vindo a ganhar uma nova dimensão com a preocupação sobre os potenciais efeitos sobre a economia mundial se o preço do petróleo se mantiver aos níveis atuais por um longo período de tempo.

Assim, para o resto do ano a conjuntura económica não se deverá alterar significativamente. O crescimento económico na Europa deverá continuar fraco, o abrandamento chinês continuará a penalizar não só o país, mas também a maioria das economias emergentes e o próprio preço das matérias-primas, já no que respeita aos EUA coloca-se sempre o cenário de novas subidas das taxas de juro o que, a acontecer, deverá ser gradual e pouco acentuada. A verificar-se poderá induzir um novo impulso ao dólar prejudicando, consequentemente, a performance das empresas exportadoras do país. Consequentemente, um dólar forte implicará, igualmente, uma maior turbulência nos mercados emergentes e consequentemente nas commodities.

Assim, o cenário torna-se, particularmente, incerto se a tudo isto se somar o risco decorrente das crescentes incertezas geopolíticas e o facto de muitas classes de ativos nos EUA ainda se encontrarem sobrevalorizados, nomeadamente as ações.

Atendendo a que quanto maior é a volatilidade menor tende a ser o retorno nos mercados acionistas (ver gráfico 1), é natural que passe pela cabeça da maioria dos investidores retirar-se do mercado para evitar toda esta turbulência. Será a decisão mais acertada? A resposta é... Não!

Um ponto chave em qualquer estratégia de investimento será nunca deixar levar-se pelo pânico e vender no pior momento. A euforia e o pessimismo tendem a ser maus conselheiros e as saídas “forçadas” dos mercados podem debilitar as rentabilidades futuras, já que se podem perder os dias de maior recuperação do mercado e as oportunidades de compra mais atrativas que geralmente aparecem em fases de volatilidade.

Uma análise histórica ao comportamento dos mercados permite concluir que aqueles que foram considerados alguns dos piores momentos para entrar nos mercados acabaram por revelar-se um bom momento de entrada, já que após períodos de maior volatilidade tende a seguir-se períodos de forte recuperação bolsista.

Através da análise de períodos cíclicos de cinco anos verifica-se que o período com maior retorno no mercado acionista norte-americano iniciou-se em maio de 1932, no meio da Grande Depressão. O segundo melhor período iniciou-se em julho de 1982 a meio de uma das piores recessões no período pós-guerra que se caracterizou por elevadas taxas de desemprego e de taxas de juro. O mesmo sucedendo com as fortes crises desencadeadas pela contração da política monetária preconizada pela Reserva Federal norte-americana (FED) em meados da década de noventa e após a crise de subprime que eclodiu em 2008 (ver gráfico 2).

A conclusão a retirar é que em períodos de forte volatilidade, caracterizam-se por fortes movimentos de correção, tendem a ser seguidos por fortes valorizações. Assim, a melhor estratégia para lidar com a volatilidade e o seu impacto na sua carteira de investimentos passa sempre pela adoção de uma estratégia de investimento de longo prazo e por uma maior diversificação da mesma já que permitirá limitar as perdas de curto prazo sem hipotecar a sua rentabilidade de médio e longo prazo.