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GIC - Global Investment Challenge

GIC 2015

Análise da semana de jogo

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A terceira semana de prova do Global Investment Challenge (GIC) que decorreu entre os dias 17 e 23 deste mês, foi repleta de acontecimentos que mexeram com os mercados financeiros.

"A semana foi marcada pelo acordo para evitar a saída do Reino Unido da União Europeia. Este acordo será referendado no dia 23 de junho e as sondagens iniciais apontam para uma vitória do não, o que traz uma nova vaga de incerteza a uma Europa que ainda se está a refazer da crise grega", explica Filipe Rosa, responsável de research de ações de Ibéria do Haitong Bank.

Durante esta semana do jogo a libra caiu para um mínimo de sete anos face ao dólar americano e adivinham-se, segundo Filipe Rosa, meses de elevada volatilidade para as numerosas empresas que podem ser afetadas por esta mudança potencial. "Ao nível de indicadores macro-económico, este período foi relativamente tranquilo, sendo talvez de assinalar os indicadores de confiança industrial nos Estados Unidos da América e na Alemanha que saíram ligeiramente abaixo do esperado", acrescenta. O sector de materiais básicos (+10%) voltou a liderar as subidas neste período, seguido do sectores de serviços financeiros (+5%) e de tecnologia (+5%). No lado oposto ficaram os bancos (0%), que pelo seu peso elevado no índice impediram uma subida maior do STOXX600 (+2.3%).

Em território nacional e de acordo com Filipe Rosa os yields das obrigações a dez anos estabilizaram em torno dos 3.3%, mas mesmo assim o índice PSI20 voltou a registar uma performance abaixo do benchmark Europeu e subiu apenas 0.9%, sendo de salientar a queda de quase 5% da Galp (vs. +2% para o sector petrolífero europeu), que tem um peso bastante elevado no índice português.