Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Gestão no grupo era centralizada em Salgado

"Não era uma ditadura. Era uma liderança que nós concordávamos" disse José Manuel Espírito Santo. A gestão estava centralizada em Ricardo Salgado. E quanto ao BESA " era um assunto que era tratado por Ricardo Salgado e Álvaro Sobrinho".

A gestão do Grupo Espírito Santo (GES) estava centralizada em Ricardo Salgado e era Salgado que tratava do tema BESA com Álvaro Sobrinho, disse José Manuel Espírito Santo.

Disse ainda que só soube do buraco no BESA há dois anos e afirmou que "havia instruções" no sentido de que não se preocupassem na Espírito Santo Financial Group com o banco em Angola porque "Álvaro Sobrinho que geria o BESA era gente do melhor".

"Manda quem pode e obedece quem deve"

José Manuel Espírito Santo não concorda com a solução adoptada para o BES e diz-se estupefacto com a separação dos ativos e passivos.

"Mas manda quem pode e obedece quem deve", afirmou na comissão de inquérito ao caso BES. Garantiu que a opção de uma recapitalização pública do banco nunca esteve na mesa. "O banco já tinha sido nacionalizado uma vez e isso era um grande trauma da família".

Sobre a venda polémica de produtos aos clientes de retalho ao banco, referiu que eram vendidos porque "vinham com a chancela do departamento de risco" e que mais tarde seriam avaliados pelos auditores e outras entidades. Acrescentou que nunca deu instruções para que os produtos fossem vendidos como se fossem iguais a depósitos a prazo.