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Economia

Gaspar não garante reposição de subsídios

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Reposição gradual dos subsídios de férias e Natal a partir de 2015 não é "um compromisso", adiantou o ministro das Finanças, contrariando as afirmações do primeiro-ministro.

A reposição gradual dos subsídios de férias e Natal a partir de 2015, prevista no documento de estratégia orçamental (DEO) do Governo, é uma "perspetiva técnica" e não uma "decisão política", disse hoje o ministro das Finanças.

Em declarações perante a comissão parlamentar do Orçamento, Vítor Gaspar recusou comprometer-se com uma data específica para o regresso destas prestações, que foram suspensas para funcionários públicos e pensionistas.

O deputado social-democrata bracarense Nuno Reis mencionou que no DEO está prevista a possibilidade de repor os subsídios a um ritmo de 25 por cento por ano a partir de 2015 - voltando ao total em 2018.

Em resposta, Vítor Gaspar disse que há uma "considerável incerteza" à volta da evolução da economia portuguesa e da europeia.

"Não é possível de forma definitiva projetar o que vai acontecer nos anos seguintes", disse Gaspar. Assim, a hipótese de repor 25% dos subsídios em 2015 é uma mera "perspetiva técnica" e não "um compromisso".

No dia 30 de Abril, durante uma visita à Ovibeja, Pedro Passos Coelho tinha garantido a reposição gradual dos subsídios de Natal e de Férias a partir de 2015.

"A partir de 2015  iniciaremos a reposição dos subsídios e dos cortes salariais retirados aos funcionários públicos", afirmou o primeiro-ministro, reforçando: "O nosso desejo é que os subsídios sejam repostos rapidamente".