Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Garantia do advogado: Salgado quis ir à CMVM para "colaborar voluntariamente" com as autoridades suíças

  • 333

FOTO NUNO FOX

Ex-banqueiro está a ser ouvido na CMVM pelo supervisor do mercado financeiro suíço. O grupo Espírito Santo tinha na Suíça o Banque Privée Espírito Santo (BPES), uma das vítimas da falência de várias holdings do grupo.

Anabela Campos e Isabel Vicente

O advogado de Ricardo Salgado, Francisco Proença de Carvalho, garante que o ex-banqueiro está a ser ouvido "na qualidade de ex-administrador não executivo do Banque Privee Espírito Santo". E adianta que este se "deslocou à CMVM a fim de colaborar, voluntariamente, com a entidade de regulação suíça (FINMA) no que se refere ao apuramento de factos relacionados com o BPES". 

O ex-banqueiro estará a ser ouvido no âmbito do colapso do Grupo Espírito Santo (GES). A CMVM não quis comentar a informação, avançada pela SIC Notícias, nem confirmar que Ricardo Salgado estava a ser ouvido nas suas instalações. O Expresso também apurou que o ex-presidente do BES está na CMVM.

O GES tinha na Suíça o Banque Privée Espírito Santo (BPES), uma das vítimas da falência de várias holdings do grupo, e esse será um dos motivos que levou a FINMA a interrogar Ricardo Salgado.

O ex-presidente do BES está a prestar declarações ao supervisor do mercado financeiro suíço, o FINMA. A ação da FINMA iniciou-se esta quinta-feira e deverá prolongar-se ao longo desta sexta-feira. O regulador suíço não quer ouvir apenas Ricardo Salgado, mas também outros ex-administradores do BES e do GES. Alguns, soube o Expresso, recusaram-se a prestar declarações. 

O Banque Privée é apenas um dos assuntos que está na mira da FINMA. Eram membros do conselho de administração do Privée José Manuel Espírito Santo Silva (presidente), Michel Renaud (vice-presidente), Ricardo Salgado, António Ricciardi, Jean-Claud Blanc e, entre outros, Catarina Salgado Amon.

A auditoria forense ao BES, pedida pelo Banco de Portugal, revelou que a instituição liderada por Salgado tinha usado as suas sociedades financeiras no Panamá e na Suíça para continuar a financiar o grupo Espírito Santo. Uma desobediência potencial que pode levar a sanções da administração do BES.