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Galp reajusta investimento em baixa

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Na apresentação da Galp ao mercado do capitais que a empresa está a efetuar em Londres a petrolífera portuguesa anunciou uma redução do investimento que  fará até 2019. O valor médio anual situa-se  agora entre 1,2 mil milhões e 1,4 mil milhões de euros.

J. F. Palma-Ferreira

A Galp anunciou o seu plano de investimentos para o período de 2015-2019, reajustando os valores à conjuntura de mercado e ao aumento de eficiência na área de exploração e produção petrolífera. O presidente executivo da empresa, Manuel Ferreira de Oliveira, anunciou um reajuste do investimento anual previsível, baixando os montantes para um intervalo entre 1,2 e 1,4 mil milhões de  euros, o que será inferior aos montantes aplicados pela Galp no investimento anual efetuado nos últimos quatro anos, entre 1,3 e 1,5 mil milhões de euros (depois da última revisão em baixa efetuada no primeiro semestre de 2014).

A Galp admite que a sua produção anual de petróleo será de 25% a 30% até 2020. Segundo informação da empresa, os recursos petrolíferos contingentes tecnicamente designados por 2C ascendem a 1,67 mil milhões de barris e os recursos contingentes 3C situam-se nos 3,5 mil milhões de barris de petróleo equivalente.

A nível financeiro, os fluxos de caixa gerados pela atividade operacional da Galp, antes de impostos e depreciações (EBITDA) terão um aumento médio anual superior a 20% até 2019. Para 2015, a Galp considera que deve apresentar um EBITDA entre 1,1 e 1,3 mil milhões de euros, que será inferior ao gerado em 2014 devido à descida da cotação internacionaldo petróleo.

O nível de endividamento da Galp vai aumentar até 2016, ano em que atingirá um rácio de dívida líquida sobre o EBITDA de duas vezes (2X), mas a empresa considera que nos  anos seguintes este rácio deverá "diminuir rapidamente", à medida em que a produção petrolífera da Galp for aumentando.

Os fluxos de caixa livres (o free cash flow) "deverá tornaar-se positivo durante 2018" no cenário base do preço do petróleo a 80 dólares por barril - uma cotação do petróleo bastante superior aos preços atuais de mercado.

A proposta de distribuição dividendos aos acionistas para 2014 é de 0,3456 euros por ação.