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Economia

Futuro do euro em dúvida com novas crises da dívida

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A crise grega revelou as falhas da zona euro. "Se os países membros não ultrapassarem as próximas etapas, o euro poderá vir a desintegrar-se", alertou George Soros.

O investidor George Soros advertiu hoje para os riscos de o euro se desintegrar caso os países da Zona Euro não alterem a maneira como irão enfrentar as futuras crises da dívida, escreve hoje o Financial Times.     O 'crash' financeiro de 2008 "revelou a falha" na maneira como foi criado o euro, garantiu George Soros, adiantando: "Se os países membros não poderem levar por diante as próximas etapas, o euro poderá vir a desintegrar-se".   George Soros considerou "manifestamente errada" a forma como o euro foi constituído, alegando a necessidade de que uma moeda "totalmente operacional" requer, em simultâneo, um banco central e um organismo como o Tesouro.          "O Tesouro não precisa de ser usado para tributar os cidadãos diariamente, mas é preciso que esteja disponível em tempos de crise. Quando o sistema financeiro está em perigo de contração, o banco central pode proporcionar liquidez, mas apenas o Tesouro pode lidar com problemas de solvência", acrescentou.   "Isso é um facto bem conhecido, que deveria ter sido claro para todos aqueles que estão na criação do euro", salientou.  

Endividamento da Grécia

  George Soros considerou que uma "ajuda combinada" deverá ser suficiente para resolver os problemas de endividamento da Grécia, mas no caso de outros membros da Zona Euro em que os Estados têm enormes défices.     O investidor disse também que Espanha, Itália, Portugal e a Irlanda "constituem uma parcela [no seu conjunto] muito grande da Zona Euro devendo, por isso, ser ajudados".     O investidor disse ainda que a saída, com êxito, por parte da Grécia ao resolver os problemas da sua dívida, "deixaria ainda em questão o futuro do euro".     Acrescentou que mesmo que se consiga manipular, com êxito, a crise actual, questionou-se sobre o que se fará na próxima: "É claro que é necessário um acompanhamento mais intrusivo e mecanismos institucionais" em termos de ajuda.     "Um mercado bem organizado com obrigações em euros ('eurobond') seria desejável. A questão é saber se a vontade dar estes passos pode ser gerada", salientou. 

 

 

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.