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Fusão Estradas de Portugal/Refer hoje em Conselho de Ministros

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António Ramalho, atual presidente da Estradas de Portugal, será o futuro presidente da nova empresa

Luís Barra

A fusão cria um gigante de €25 mil milhões de ativos, €400 milhões de contratos por ano e 4000 trabalhadores.

A fusão entre as empresas gestoras da rede de estradas e ferroviária do país conduz à criação de um gigante com ativos de 25 mil milhões de euros, 4000 trabalhadores e 400 milhões de euros de contratos por ano.

A operação de fusão da Estradas de Portugal (EP) e Refer será esta manhã apreciada em Conselho de Ministros, soube o Expresso de fonte oficial.

António  Ramalho, atual presidente da EP, será o futuro presidente da nova empresa. O gestor tem referido que a fusão EP/Refer é uma operação virtuosa por três razões essenciais. Incorpora "um grande potencial de poupança" em fornecimentos e contratações. As duas empresas lidam por ano com contratos de 400 milhões de euros. Se a concentração conduzir a uma poupança e 10%, a redução é de 40 milhões de euros. Depois, a gestão integrada das duas empresas racionalizará a gestão de espaços e imóveis, libertando uma parte para venda. Ou seja, a fusão conduz a um acréscimo da receita.

Finalmente, conduz à valorização dos ativos, um efeito fundamental numa empresa de infraestruturas. A capacidade de financiamento da EP/Refer depende da qualidade e valorização dos seus ativos. E, neste caso, "o resultado final é superior à oma das partes", refere António Ramalho.

A fusão criará a  empresa com o maior valor de ativos (25 mil milhões de euros), o que a coloca à frente da EDP, e visa uma poupança anual de 1,2 mil milhões de euros nos próximos cinco anos.

Quanto aos trabalhadores, o plano de fusão não fala em reduções. No fim de 2014, a Estradas de Portugal contava com 1023 empregados e a Refer com 2900 funcionários. Os ajustamentos serão feitos por saídas para a reforma ou rescisões voluntárias.