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Fusão aprovada, greve marcada: trabalhadores da Estradas de Portugal e Refer param na próxima semana

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FOTO ANTÓNIO COTRIM / LUSA

Os 4.000 trabalhadores das duas empresas, fundidas esta quinta-feira na nova Infraestruturas de Portugal, marcaram uma greve. A nova entidade resultante da fusão ficará com a gestão de 13.515 quilómetros de rodovia e 2.794 quilómetros de linha férrea.

Os trabalhadores da Estradas de Portugal (EP) e da Refer (gestora da infraestrutura ferroviária) convocaram uma greve para daqui a uma semana, 16 de abril. É um protesto contra o "quadro de incerteza e insegurança" que decorre da fusão das duas empresas.

As estruturas sindicais receiam que a racionalização se reflita também nos recursos humanos, levando a uma redução significativa de pessoal.

A EP conta com 1023 trabalhadores e a Refer com 2900. Mas o Governo e o presidente indigitado da nova Infraestruturas de Portugal (IP), António Ramalho, sempre afastaram o cenário de uma redução forçada de pessoal. A haver saídas só por mútuo acordo ou para a reforma.

Para a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), a empresa resultante da fusão "transportará consigo os efeitos das políticas ruinosas impostas pelos sucessivos governos do PS e do PSD/CDS, com o desmantelamento do sector ferroviário público e os encargos das parcerias público-privadas no setor rodoviário".

A federação sindical verifica ainda que a nova IP "não será o somatório das estruturas das empresas atuais", pelo que "não será só ao nível das chefias que se fará sentir a redução de efetivos".

O conselho de ministros desta quinta-feira aprovou a criação da Infraestruturas de Portugal, com vista à gestão integrada das redes ferroviária e rodoviária, potenciando a redução de custos de funcionamento e a valorização dos ativos da EP e Refer. 

A IP ficará com a gestão de 13.515 quilómetros de rodovia e 2.794 quilómetros de linha férrea.