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Funcionários públicos espanhóis voltam aos protestos

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Principais sindicatos da Função Pública manifestam-se hoje em Madrid contra as medidas de austeridade

Os funcionários públicos espanhóis retomam hoje os protestos contra as medidas de austeridade em Espanha, numa jornada que incluirá uma concentração, ao meio-dia, em todos os locais de trabalho do país, segundo informaram os sindicatos.



A principal concentração do protesto, a que aderiram os sindicatos da função pública - CSI-F, CCOO e UGT - está prevista para as 12h (11h em Lisboa) em frente ao Ministério da Fazenda.



Os organizadores do protesto querem que, à mesma hora, se realizem concentrações em todos os centros de trabalho das delegações e subdelegações do Governo em Espanha.



Representantes dos sindicatos têm marcada para hoje (às 16h30) uma reunião com a secretária-geral do Partido Popular (PP) e presidente do Governo regional de Castela la Mancha, na sede do partido do Governo, em Madrid.



Na quinta-feira os sindicatos voltam a reunir-se entre si para concretizar o calendário e ações concretas de protesto que se seguirá à "grande marcha de Madrid" convocada pela Cimeira Social para este sábado.

Cortes salariais e do subsídio de Natal 

A plataforma, que reúne mais de 150 organizações, entre as quais as principais centrais sindicais, anunciou já que deverá mobilizar-se diariamente, por sectores concretos, com protestos marcados para todas as sextas-feiras.



Marcado para hoje está outro protesto, dos trabalhadores de sociedades mutualistas de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais da Segurança Social (MATEPSS), convocado pelas centrais sindicais contra os cortes salariais.



O protesto será alargado indefinidamente com paragens todas as sextas-feiras, em frente aos locais de trabalho, onde os trabalhadores serão convocados a vestir-se de negro, em 'luto' pelo sector.



Contas dos sindicatos referem que os 23 mil trabalhadores do sector sofrerão com as reduções salariais dos últimos anos e o corte do subsídio de natal deste ano, uma perda retributiva acumulada de 20%.