Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Fernando Ulrich: "OPA do Caixabank não perturba gestão do banco"

  • 333

A oferta pública de aquisição feita pelo banco catalão não distrai a gestão nem perturba o funcionamento do BPI.

O presidente-executivo do BPI, Fernando Ulrich, realçou após a Assembleia Geral desta quarta-feira que  a "OPA do Caixabankl não é hostil, por partir do principal acionista do banco" e que a operação não "perturba a gestão corrrente".

A operação mexe com o banco "no plano acionista", mas não tem influência no plano de funcionamento interno e diário" do BP, esclareceu.

O banqueiro discordou da ideia de que o BPI está entre duas estratégias opostas, a do acionista espanhol e a da angolana Santoro, de Isabel dos Santos, dizendo que todos os acionistas "aprovaram o programa de ação que está a ser executada pela gestão".

Artur Santos Silva, presidente do conselho de administração, justificou a sua proposta de adiar a discussão da desblindagem dos estatutos "por ser a que melhor defende os interesses do banco".

Cenário de consolidação só depois de OPA cair

Santos Silva, na linha do argumentário do CaixaBank, que encarara a hipótese de apresentar uma proposta para que esse ponto fosse retirado, referiu que "os acionistas só estarão de posse de todas as informações relevantes sobre a OPA" depois de esta ser registada. A desblindagem será analisada a 17 de junho, depois do Caixabank garantir aos acionistas que 45 dias era o prazo máximo para que a OPA concluísse os circuitos das aprovações.

Santos Silva referiu que o conselho de administração do BPI só encarará cenários de consolidação depois de resolvido o processo da OPA do CaixaBank. A Santoro, de Isabel dos santos, defende uma fusão do BPI comk o BCP.

A iniciativa de Santos Silva desarmadilhou o litígio jurídico que se adivinhava entre o CaixaBank e a Santoro. A proposta de adiamento foi aprovada por 54% dos votos e foi rejeitada pela Santoro. A holding de Isabel dos Santos verifica que "este adiamento é uma perda de tempo", que impede o banco de se concentrar "nas questões essenciais".