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Fernando Pinto. "Não houve crescimento de problemas técnicos na TAP"

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Atraso na entrega de seis novos aviões, problemas operacionais e 22 dias de greve durante o verão fizeram a TAP perder 108 milhões de euros no ano passado. Presidente da empresa diz que houve uma concentração de incidentes num determinado período e que a TAP está na média das companhias aéreas no que diz respeito aos problemas técnicos.

Interrompendo um ciclo de resultados positivos, que durou cinco anos, a TAP regressou ao vermelho em 2014, registando prejuízos de 46 milhões de euros. Em 2013, tinha tido lucros de 34 milhões de euros.

Com uma subida de 6,6% no número de passageiros (para 11.400), um aumento da oferta em 5,5% e uma taxa de ocupação de 80,6% (era 79,4% em 2013), foram sobretudo questões operacionais que pesaram nas contas do companhia aérea. Entre as dificuldades operacionais apontadas pela empresa estão a redução da tarifa média (-53 milhões de euros), a transferência de passageiros (-27 milhões), a fretamentos (+ 16 milhões de euros) e a indemnizações a passageiros (+12 milhões), o que totaliza uma perda de 108 milhões de euros.

A dívida do grupo manteve-se semelhante a 2013, próxima dos 1.062 milhões de euros (1.051 milhões no ano anterior).

Em conferência de imprensa esta quarta-feira, Fernando Pinto, presidente executivo da TAP, deu conta das conclusões da auditoria técnica já feita: "Não houve um crescimento de problemas técnicos na empresa. Houve uma concentração (de incidentes) num determinado período, mas mantendo a média das companhias aéreas. (Anteriormente), a TAP estava bem abaixo da média".