Siga-nos

Perfil

Exame

Exame

O que é feito destes empresários?

António Câmara, da YDreams

António Pedro Ferreira

Vera Pires Coelho, da antiga Edifer, e António Câmara, da YDreams, contam como se reinventaram depois da crise. Outros empresários fizeram o mesmo, mas preferem não falar

Alda Martins

“O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar com mais inteligência.” A frase é de Henry Ford, o engenheiro norte-americano fundador da Ford Motor Company, mas pode servir de inspiração para qualquer empresário que tenha que se reinventar. Em Portugal, foram muitos nos últimos anos.


A crise não poupou sectores, desde o financeiro à construção, passando pelas tecnologias e pelo turismo. Mas nem todos os fracassos podem ser atribuídos à recessão económica, estando ainda por apurar a verdadeira responsabilidade de empresários e banqueiros em processos dolorosos para a economia e para os trabalhadores portugueses que levaram à destruição de grandes grupos, como o Espírito Santo ou a Portugal Telecom. Várias empresas foram à falência ou estão em processo de insolvência e noutros casos as garantias dadas aos bancos para que fosse concedido crédito não valem nada. As ondas da crise, todavia, ainda se fazem sentir. No primeiro trimestre deste ano já tinham sido registadas 1224 declarações de insolvência, mais 389 que no período homólogo, segundo dados da Iberinform. Só no sector da construção, um dos mais fustigados pela crise ao longo da última década, existiam, em setembro deste ano, menos 5841 empresas que no mesmo mês de 2016, de acordo com a associação do sector, a AECOPS.


Ao longo destes anos muitos nomes de gestores e empresários de referência em Portugal, tidos como exemplos de sucesso, deixaram de se fazer ouvir e desapareceram dos jornais e dos radares dos portugueses. A EXAME foi à procura de alguns deles. Parte escolheu continuar no silêncio, sem falar dos projetos a que se dedica agora nem sobre as lições que aprendeu durante os difíceis anos da crise.

Leia mais na edição de outubro da Exame, já nas bancas