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“Em Portugal, quem decide pensa pouco”

Alfredo Marvão Pereira

Tiago Miranda

O economista Marvão Pereira não tem dúvidas: o grande défice que existe hoje em Portugal é de estratégia. Uma questão essencial, porque o país tem de deixar de ‘navegar à vista’. Defende a necessidade de um plano nacional de infraestruturas, porque os projetos de investimento só fazem sentido quando são pensados em conjunto. Leia mais na edição de setembro de da Exame, já nas bancas.

Alfredo Marvão Pereira está nos Estados Unidos há 35 anos, onde leciona e faz investigação em Economia – centrada no caso português. Vem a Portugal com frequência e não tem dúvidas em dizer que o país “está fora de série comparado com o que era há 35 anos”. Mas nem tudo são rosas. Especialista em investimento, Marvão Pereira aponta baterias a “um dos problemas maiores na política económica em Portugal: quem pensa tem pouca capacidade de decidir e quem decide pensa pouco. Há muito pouco pensamento estratégico”.

O foco da sua investigação tem sido Portugal. Como vê o país?

O meu interesse foi sempre usar a ciência económica para perceber os problemas e como resolvê-los. Isto tem a ver com um dos problemas maiores na política económica em Portugal: quem pensa tem pouca capacidade de decidir e quem decide pensa pouco. Ou, vamos ser mais simpáticos, tem pouco tempo para pensar. Há muito pouco pensamento estratégico. Está a fazer muita falta ao país deixar de fazer ‘navegação à vista’. Dou um exemplo: no Canadá, a província de Ontário está a começar a desenvolver um plano de infraestruturas que será implementado a partir de 2020. E já estão a desenvolver o plano, contactaram especialistas… Esta capacidade de pensar as coisas a mais longo prazo e de forma estratégica falta muito em Portugal.

Leia mais na edição de setembro da Exame, já nas bancas