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“Portugueses deram grande lição de superação”

João Noronha Lopes é vice-presidente global da McDonald's, responsável pela estratégia 'franchising' da maior cadeia mundial de comida rápida

Tiago Miranda

João Noronha Lopes começou como advogado da McDonald's Portugal e é hoje vice-presidente mundial da cadeia de restaurantes de comida rápida. Responsável pela área de franchising, liderou a operação de venda de 80% do negócio na China, a maior transação de sempre no sector na Ásia. Leia a entrevista ao gestor na edição de agosto da Exame.

Não seria de esperar encontrá-lo ali, no rés-do-chão de um edifício empresarial do Lagoas Park, em Oeiras, o mesmo que serve de casa à operação portuguesa da McDonald's, no 2.º piso. Mais fácil seria imaginá-lo em Chicago, sede da cadeia de restaurantes de comida rápida. Ou num qualquer avião, a caminho de um dos 120 países onde a marca está presente. João Noronha Lopes, 51 anos, é vice-presidente da companhia e o responsável mundial pela área de franchising desde o início de 2016. Passa muito tempo em viagem, mas, desde que a McDonald's Corporate passou por um processo de reestruturação orgânica, tem “o privilégio” de desempenhar parte das suas funções a partir de Portugal, com uma equipa de portugueses.
Esteve sete anos fora, a viver em Paris e depois em Genebra, por isso não se cansa de se deliciar com o “sol e o mar” portugueses. “Este país é inigualável”, assevera. Todas as manhãs corre alguns quilómetros junto ao Tejo, em Belém, onde reside habitualmente, com a família. No pulso tem um relógio que vai contando todos os passos que dá ao longo do dia, em despique direto com dois amigos, que estão do outro lado do oceano, nos Estados Unidos. Por isso, enquanto uns preferem o elevador, ele escolhe sempre as escadas. “Sou muito competitivo”, admite. Talvez tenha sido precisamente essa característica que o fez deixar o Direito e trilhar o caminho da Gestão, até à cúpula da maior cadeia de restaurantes do mundo, com praticamente 37 mil estabelecimentos, 1,9 milhões de trabalhadores e 65 milhões de clientes por dia.
No ano passado passou grande parte do tempo na China, onde liderou o processo de venda de 2600 restaurantes, numa operação de 1,7 mil milhões de euros — a maior de sempre no sector da restauração na região da Ásia e do Pacífico, e que criou o maior franchisado da cadeia de hambúrgueres. “Foi um grande, grande desafio.”

Leia mais na edição de agosto da Exame, já nas bancas