Siga-nos

Perfil

Exame

Exame

A indústria ganha velocidade

Inovafil, empresa de produção de fios técnico, de Vila Nova de Famalicão

Rui Duarte Silva

Já há mais empresas de crescimento elevado no sector industrial do que nos serviços. Ao longo de sete edições, o perfil destas companhias, tão vitais para a economia portuguesa, tem vindo a mudar. Nunca criaram tantos postos de trabalho. Leia mais na edição de julho da Exame, já nas bancas. Fique a conhecer a lista das 100 Melhores Empresas de Crescimento Elevado em Portugal

É inédito. Desde que a EXAME publica o estudo anual da Informa D&B dedicado à análise das companhias portuguesas que mais puxam pela economia nacional que o sector dos serviços tem registado sistematicamente o maior número de empresas de crescimento elevado (ECE) — organizações com, no mínimo, 10 trabalhadores e que registam um crescimento orgânico médio anual no número de empregados superior a 20% durante, pelo menos, três anos consecutivos. Sendo este o sector responsável pela atividade de um quarto das empresas lusas, tal cenário seria sempre o mais esperado. Foi assim desde a primeira edição do estudo O Crescimento Elevado nas Empresas Nacionais, que começou por analisar o período entre 2006 e 2009. Mas à sétima edição, quando são os anos de 2012 a 2015 o objeto de análise, o jogo de forças altera-se: pela primeira vez, o sector das indústrias transformadoras passou a liderar em número de ECE. Eram 252 companhias industriais de crescimento rápido no período de 2006-2009; passaram a ser 325 no final de 2015. Nos serviços, caíram das 322 para as 248, respetivamente.

Esta alteração no perfil das ECE, consideradas uma minoria de importância vital para a economia de qualquer país, dado o seu papel na criação de emprego e riqueza, denota uma viragem drástica ocorrida em Portugal com a passagem da troika, entre 2011 e 2014.

Como sintetiza Teresa Cardoso Menezes, diretora-geral da Informa D&B Portugal, consultora especializada em informação empresarial, “uma das grandes transformações da economia nestes anos de austeridade foi a procura pelos mercados externos, com as empresas, de forma geral, a tentarem alavancar assim o seu crescimento. Exemplo disso são as PME [pequenas e médias empresas], em particular, segmento onde estão inseridas a maioria das ECE, empresas já com alguma estrutura em termos de dimensão. Como tal, as indústrias transformadoras, que já tinham alguma tradição nas exportações, ganharam maior relevância nesta matéria, potenciando assim mais ECE neste sector. No entanto, o tecido empresarial mantém-se com mais empresas de serviços, onde predominam as microempresas, que apresentam um papel muito relevante no emprego”.

Leia mais na edição de julho da Exame, já nas bancas