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Conheça as empresas mais felizes de Portugal

Paulo Buchinho

A sexta edição do estudo Happiness Works mostra uma maior confiança dos profissionais portugueses no futuro. Mas também lança avisos: as organizações têm de os envolver mais e ajudá-los a progredir

Passadas seis edições do estudo Happiness Works, um plano de ajustamento superado e com a taxa de desemprego finalmente abaixo dos 10% (mais precisamente 9,9% em fevereiro, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística), os profissionais lusos dizem ter um nível de felicidade de 3,8 pontos — o mesmo valor já alcançado na edição passada (2016). Esta análise é publicada anualmente pela EXAME e resulta de uma parceria entre o docente e investigador da Universidade Atlântica Georg Dütschke e a consultora Lukkap Portugal, especializada em recrutamento e recolocação de recursos humanos.

“Pela primeira vez, a amostra do estudo ultrapassou a quatro mil respostas, o que nos dá conta da maior robustez dos resultados anteriores, mas que vem confirmar, de facto, que para os portugueses o pior já passou e que a felicidade voltou às suas empresas”, aponta Georg Dütschke, que se tem dedicado ao estudo da felicidade e do seu impacto no local de trabalho.

Apesar de só acima dos 4 pontos se considerar, efetivamente, que um trabalhador é feliz, a verdade é que os portugueses também não são infelizes (cenário que se coloca dos 3 valores para baixo). No trabalho, replicam a lengalenga que os acompanha na vida: estão “assim-assim”. Demonstram alguma satisfação relativamente ao seu trabalho e à sua organização, mas não são efetivamente felizes. Contudo, o seu atual nível de bem-estar é superior ao dos anos da crise. “A economia portuguesa está a passar por um bom momento, o desemprego desce, o consumo sobe, as empresas vendem mais e empregam mais. E a ‘geringonça’ política parece estar a resultar, assumindo-se como uma solução estável. Os portugueses estão mais confiantes e transportam essa satisfação para o local de trabalho”, sintetiza Guilhermina Vaz Monteiro, diretora-geral da Lukkap Portugal.


As 10 empresas mais felizes

Em 2017, concorreram 150 empresas ao ranking Happiness Works:

1. Hilti Portugal
A empresa de ferramentas e soluções para o sector da construção voltou a recuperar o primeiro posto do pódio em 2017

2. PHC Software
No sector das TI, onde a concorrência pelo talento é imensa, procura atrair e reter trabalhadores dando regalias como as tardes de sexta-feira de folga entre junho e agosto

3. Omega Pharma Portugal
A farmacêutica do grupo multinacional Omega Pharma NV aposta no desenvolvimento pessoal dos colaboradores

4. Grupo Your
Especializado em serviços de apoio à gestão, contabilidade e consultoria à medida dos clientes

5. Solfut
Empresa de formação e coaching em vendas

6. Real Vida Seguros
Seguradora independente, sediada em Lisboa

7. Mendes Gonçalves
Na Golegã, produz os vinagres e os molhos da marca Paladin

8. F. Fonseca
A partir de Aveiro, esta companhia oferece soluções ao nível da automação industrial, soluções tecnológicas para edifícios e sector energético

9. Novo Oculista de Loures
Cadeia de lojas óticas

10. Selmatron
Desenvolvimento de processos de automação industrial

Jose Carlos Carvalho

Pedro Ribeiro é o happy boss

Apesar de ter a tarefa ingrata de madrugar para acordar a horas os portugueses com boa disposição, Pedro Ribeiro, diretor da Rádio Comercial e líder da equipa do programa da manhã (que inclui ainda Vasco Palmeirim, Nuno Markl e Ricardo Araújo Pereira), é considerado pelos inquiridos no estudo Happiness Works como o ‘chefe mais feliz’ em Portugal. Foi o nome mais vezes referido espontaneamente pelos inquiridos.

Leia mais na edição de junho de 2017 da EXAME