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Liderar o mundo a partir de Portugal

Das chávenas de café aos botões, passando pelas cadeiras para bicicletas e os fatos de banho de competição, até às tecnológicas e aos casos mais conhecidos nos sectores da cortiça, do papel, do azeite ou dos caiaques... São 25 empresas portuguesas que lideram o mundo nos sectores onde atuam. Conheça estes negócios globais na Exame de junho já nas bancas.

“Tenho em mim todos os sonhos do mundo.” A frase de Álvaro de Campos, um dos heterónimos do escritor Fernando Pessoa, é uma inspiração para contar as histórias de empresas portuguesas que lideram a nível mundial. Têm nelas o sonho que lhes permitiu conquistar o mundo. Assim acredita Carlos Coelho, presidente da Ivity Brand Corp. “É preciso fomentar a cultura do risco e do sonho. Primeiro a poesia, depois a economia. E o que faz as empresas nascidas em Portugal chegarem à liderança mundial são os sonhos.”
Dos exemplos mais conhecidos e de maior dimensão, como são os da Corticeira Amorim, da Navigator ou da Sovena, passando pelas tecnológicas Outsystems (desenvolvimento de soluções móveis) ou WeDo (software de garantia de receita e gestão de fraude), até casos mais surpreendentes, como os de empresas que, a partir de Portugal, conquistaram o mundo no fabrico e comercialização de botões (Louropel), chávenas de café (Cup & Saucer), mochilas de servir bebidas e snacks aos consumidores (2east), cadeiras para bicicletas (Polisport) ou fatos de banho para competição (Petratex).
Pedro Santa Clara, professor e responsável pelo projeto do novo campus da Nova SBE, destrinça os exemplos das grandes empresas, como a Sovena (azeites), a Corticeira Amorim (cortiça) ou a Navigator (papel de escritório premium) das restantes. “Estão muito ligadas a recursos naturais em que Portugal tem muita vantagem, como os olivais, a cortiça e a madeira [pasta e papel].”
Já nos casos menos conhecidos, que estão à margem dessa vantagem, “o que é notável é que atuam em ultranichos, como o fio técnico para as telas usadas na indústria da produção de papel (Filkemp) ou os caiaques (Mar Kayaks). Parece ser tudo fruto do empreendedor que entra no mercado”. Nestes sectores de ultranichos “não deve haver gigantes”. Mas nos casos das empresas tecnológicas, “essas, sim, combatem com gigantes”.

Leia mais na edição de junho de 2017 da Exame