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O negócio da corrida vai em alta velocidade

“A corrida nunca tinha estado na moda em Portugal porque não era vista como uma modalidade sofisticada”, diz Paulo Costa, da Global Sport

Emidio Gomes

Da organização de competições à venda de equipamento, passando pela transformação do desporto em produto turístico, a “corrida para todos” mostra que já não é uma moda. Leia mais na EXAME de maio, já nas bancas.

Rute Barbedo

Mais de 100 milhões de libras (aproximadamente 115 milhões de euros) entram todos os anos na economia britânica pela altura da Maratona de Londres. São 40 mil participantes, outros tantos acompanhantes, centenas de polícias e profissionais de saúde, milhões de garrafas de água e um disparo significativo nos mercados adjacentes, como o comércio, a hotelaria e a restauração. A 23 de abril o feito repetiu-se, naquela que é uma das principais corridas de estrada de todo o mundo.

Para chegar aos números de Portugal, onde correm 1,45 milhões de pessoas (segundo o estudo Prática da Corrida em Portugal, publicado em 2014 pelo IPAM – The Marketing School, que também calculou gastos anuais de 108 milhões de euros em calçado e roupa desportiva), é uma questão de gerir os zeros. A Maratona do Porto EDP, por exemplo, que recebe aproximadamente sete mil atletas de 56 países, reflete, “nas várias vertentes, um caderno de encargos superior a 700 mil euros” e envolve, no dia do evento, mais de mil trabalhadores, estima Jorge Teixeira, diretor-geral da empresa organizadora, a Runporto.