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Felicidade no trabalho. Utopia ou realidade?

De acordo com o estudo de 2016, os trabalhadores dos sectores do imobiliário e da tecnologia da informação são os que se dizem mais felizes. No lado oposto, estão os trabalhadores do Estado e do sector dos Transportes. No geral, os trabalhadores portugueses estão "assim-assim" nas suas organizações: não são nem felizes nem infelizes.Ilustração: Paulo Buchinho

Está em marcha a sexta edição do estudo 'Happiness Works' que a Exame publica anualmente e analisa os níves de bem-estar e felicidade do trabalhadores nas organizações em Portugal. Para participar, leia este artigo e siga o link. A prazo para participar no questionário termina a 15 de abril

Está prestes a arrancar a sexta edição do estudo 'Happiness Works' que a revista Exame publica anualmente sobre os níveis de felicidade dos trabalhadores portugueses, e que resulta de uma parceria entre o docente e investigador da Universidade Autónoma Georg Dütschke e a consultora Horton International.

A correlação entre felicidade no trabalho e produtividade tem vindo a ser estudada nos últimos anos, por investigadores e académicos das universidades mais prestigiadas, incluindo a Harvard Business School, com vários estudos a indicarem que profissionais felizes faltam menos vezes ao trabalho, são mais motivados e orientados para objetivos. Na mesma linha, organizações que têm a preocupação de fomentar e alimentar a felicidade dos seus trabalhadores retêm mais eficazmente o talento e são mais orientadas para o sucesso.

O estudo 'Happiness Works' avalia os níveis de felicidade dos trabalhadores e organizações em Portugal através de um questionário que já está a ser colocado em dezenas de empresas. Contudo, todos os trabalhadores podem participar nesta iniciativa, bastando para isso seguir este link: https://pt.surveymonkey.com/r/HW2017GeralIndividual

Da mesma forma, os responsáveis de uma empresa, independentemente do sector onde desenvolvem a sua atividade, também podem participar neste estudo - que elabora, também, um ranking com as empresas mais felizes em Portugal. Nesse caso, basta solicitar um link personalizado para o email: happy.pt@happinessworks.pt

Na edição anterior do estudo, responderam ao inquérito 2359 profissionais. Nele, são colocadas 80 questões que, numa escala de 1 a 5, aferem o bem-estar do trabalhador e que avaliam variáveis como o salário, o ambiente de trabalho, a segurança laboral, entre outras dezenas de critérios. E foram 209 as empresas que concorreram ao ranking das empresas mais felizes. A Bresimar Automação, empresa de comércio de equipamentos e sistemas para automação industrial, a Hilti Portugal, que oferece ferramentas e soluções para o sector da construção, e a tecnológica Ericsson Telecomunicações foram ocuparam os degraus do pódio, em 2016, destacando-se pelos níveis elevados de satisfação e felicidade profissional dos seus trabalhadores.

Nunca fomos tão felizes no trabalho (pelo menos desde 2012)

Se só acima dos 4 pontos na escala se considera, efetivamente, um trabalhador feliz, pode dizer-se que, apesar de tudo, os profissionais portugueses não são propriamente infelizes (tal só abaixo do patamar dos 3 valores): em 2016, fixaram-se no patamar dos 3,8 pontos, o valor mais alto de sempre — contra os 3,4 observados em 2014, ano em que se mostraram mais desagradados com o trabalho. “No fundo, porque andamos sempre à volta dos 3,5, podemos dizer que o profissional português olha para seu o trabalho como para a vida: está ‘assim- -assim’. Demonstra alguma satisfação relativamente ao seu trabalho e à empresa onde trabalha, mas não é efetivamente feliz. Mas está mais feliz do que já esteve anteriormente”, analisa Georg Dütschke.

Na edição passada, os níveis de felicidade profissional subiram em todos os sectores de atividade. Nos extremos, porém, não há propriamente novidades: os profissionais ligados às atividades imobiliárias continuam a ser mais felizes (4,2 pontos), enquanto os trabalhadores do Estado são os menos felizes (3,3 pontos).

A Exame publicará a nova edição 'Happiness Works' na edição de junho. Até ao dia 3 de abril, segunda-feira, pode contribuir para o estudo da felicidade organizacional em Portugal.