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Finanças públicas à beira da rutura

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Em artigo de opinião, António Nogeira Leite faz o alerta de que é preciso acautelar um cenário de subida dos juros. A EXAME de outubro já está nas bancas.

António Nogueira Leite não tem dúvidas de que as finanças públicas estão muito próximas de um novo ponto de rutura. Em vésperas da apresentação do Orçamento do Estado para 2017, num artigo de opinião publicado hoje na edição da EXAME de outubro, o ex-secretario de Estado do Tesouro e Finanças faz o alerta: “Não temos muito tempo até um novo ponto de rutura, que, temo, terá consequências sobre o conjunto dos portugueses bem maiores que o episódio do início da presente década”.

São vários os riscos que estão à espreita, aponta Nogueira Leite, entre os quais o comportamento dos juros. “Independentemente (mas em paralelo) da pressão crescente da economia e dos estímulos recentes à não acumulação de capital, algumas grandes parcelas da despesa têm comportamentos que, quando inevitavelmente mudarem, poderão ter efeitos devastadores: os juros, muito limitados pela política monetária atual, não permanecerão adormecidos para sempre, uma vez que, mais tarde ou mais cedo, aquela alterar-se-á”.

O professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa frisa que é urgente preparar este embate e que ainda vamos a tempo, embora com cada vez menos margem de manobra. “A ajuda proporcionada pela atual política monetária implica que se preparem desde já as condições para melhor suportar os efeitos da sua inevitável alteração a prazo. Infelizmente, estamos a fazer tudo ao contrário: na política orçamental e na economia”.

E conclui: “Uma má economia num contexto adverso ao investimento, conjugada com as consequências dos atuais desmandos (que Bruxelas finge não entender, mais uma vez), levará a algo muito perigoso, mas que ainda podemos evitar, só que com aceleradamente decrescente probabilidade”.

Leia mais na edição de outubro da revista EXAME