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É feliz no trabalho?

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Cristiano Salgado

A Exame está a lançar a quinta edição do estudo 'Happiness Works' que analisa os níves de bem-estar e felicidade do trabalhadores nas organizações em Portugal. Para participar, leia este artigo e siga o link.

Está prestes a arrancar a quinta edição do estudo 'Happiness Works' que a revista Exame publica anualmente sobre os níveis de felicidade dos trabalhadores portugueses, e que resulta de uma parceria entre o docente e investigador da Universidade Autónoma Georg Dutschke e a consultora Horton International.

Como vários estudos académicos, o bem-estar e felicidade dos trabalhadores no seu local de trabalho promove a produtividade: profissionais felizes faltam menos vezes ao trabalho, são mais motivados e orientados para objetivos. Por outro lado, organizações que fazem os seus trabalhadores felizes retêm mais eficazmente o talento e são mais orientadas para o sucesso.

O estudo 'Happiness Works' afere os níveis de felicidade dos trabalhadores e organizações em Portugal através de um questionário que já está a ser colocado em dezenas de empresas. Contudo, todos os trabalhadores podem participar nesta iniciativa, bastando para isso seguir este link: https://pt.surveymonkey.com/r/HW2016Geral

Na edição anterior do estudo, responderam ao inquérito 1714 profissionais. Nele, são colocadas 80 questões que, numa escala de 1 a 5, aferem o bem-estar do trabalhador e que avaliam variáveis como o salário, o ambiente de trabalho, a segurança laboral, entre outras dezenas de critérios.

Se, em 2014, o nível de felicidade dos trabalhadores portugueses alcançou uma pontuação de 3,4, que se traduz no costumeiro "assim, assim" tão presente nas conversas nacionais, na última edição (2015), o cenário assumiu-se mais risonho: os profissionais disseram estar mais felizes (3,6). Mais até do que em 2012, ano da primeira edição do Happiness Works, em que o nível de felicidade se fixou em 3,5 pontos. Mesmo assim, a felicidade profissional dos portugueses teima em não sair deste patamar intermédio: não são propriamente felizes, mas também não são infelizes. Só são verdadeiramente felizes os trabalhadores que atingem o nível 4. "No entanto, como estão acima de 3,5, demonstram alguma satisfação relativamente ao seu trabalho e empresa", traduz Dutschke, um dos mentores deste estudo.

A Exame publicará a nova edição 'Happiness Works' na edição de junho. Até ao dia 4 de abril, segunda-feira, pode contribuir para o estudo da felicidade organizacional em Portugal.