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Como a tecnologia invadiu o desporto

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Carlos Paes

Sensores e aplicações móveis que controlam dados biométricos, sistemas de vídeo que analisam desempenho dos atletas, estádios que são uma montra de tecnologia. A EXAME apresenta-lhe seis casos que mostram que o desporto se está a tornar hi-tech.

João Ramos

João Ramos

Jornalista

GANHAR TÍTULOS COM AJUDA DA TECNOLOGIA

A tecnologia é cada vez mais decisiva nas vitórias (e nas derrotas) no desporto de alta competição. Um dos segredos da vitória da Alemanha no último Campeonato do Mundo de Futebol, no Brasil, terá passado pela utilização do software Match Insight na preparação e no decorrer da competição.

Através deste software, criado pela empresa alemã SAP, o defesa Jerome Boateng estudou exaustivamente em vídeo os movimentos de Cristiano Ronaldo, para melhor poder marcar a estrela portuguesa no primeiro jogo. E para que os jogadores germânicos tivessem uma melhor adaptação às condições climatéricas adversas do clima tropical do Brasil, os dados biométricos em tempo real nos treinos eram processados por um sistema de análise do desempenho através de tecnologia Big Data, para posterior análise pela equipa técnica e pelos médicos.
Ao invés dos alemães, que ganharam a final ao Brasil, o Benfica pode queixar-se da tecnologia quando perdeu a final da Taça de Portugal, em 2013, contra o Vitória de Guimarães. Isto porque o treinador Rui Vitória resolveu contratar os serviços da portuguesa Videobserver, que facultou informação importante sobre os pontos fracos da equipa da Luz. Por exemplo, este software de análise de jogos em vídeo criado pelos portugueses da Digisource revelou ao treinador da equipa minhota que o defesa central do Benfica Luisão e o médio Matic abriam espaços em zonas decisivas do campo. O Vitória explorou estas debilidades e ganhou a final.

O Bayern de Munique também faz uso intensivo da aplicação Sport Analytics do Match Insight para melhorar o desempenho da equipa. Usa também software de CRM (gestão do relacionamento com o cliente) para estimular as vendas de produtos do clube junto dos fãs.
Duarte Araújo, um investigador da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), da Universidade de Lisboa, critica esta obsessão pelos dados em volta do futebol e quer ir mais longe ao desenvolver um sistema para analisar os jogos de futebol em tempo real, contornando a proibição da FIFA que impede os jogadores de usarem dispositivos tecnológicos durante os jogos. “Mais do que uma análise estatística do jogo, é mais importante perceber as dinâmicas coletivas do jogo”, refere o investigador da FMH.

O Benfica pode já ter sido vítima da tecnologia na final da Taça de Portugal de 2013, mas é dos clubes portugueses que mais tem apostado em inovação para melhorar o desempenho dos seus jogadores (da equipa principal e das de formação). Por exemplo, tem em funcionamento no centro de treino do Seixal o sistema 360S, um simulador que procura aperfeiçoar a precisão de passe dos futebolistas.

O Estádio da Luz também está a funcionar como uma verdadeira montra tecnológica. Para melhorar a qualidade dos painéis publicitários que envolvem o relvado, estabeleceu uma parceria com a Digidelta, uma empresa sediada em Torres Novas. “Com o sol, as lâmpadas LED perdem cor e têm de ser substituídos em parte, acabando por ter tonalidades e intensidades diferentes, que prejudicam a homogeneidade da imagem”, explica Rui Leitão, presidente da Digidelta. A solução passou pela criação de um calibrador de cores para os LED novos de acordo com a intensidade dos LED antigos. Com esta técnica, chamada Netscreen, a empresa portuguesa fez um contrato de seis anos com o Benfica para equipar o painel publicitário linear no Estádio da Luz no valor de 1,2 milhões de euros. Para o efeito, a Digidelta criou caixas LED mais finas, que se unem umas às outras como peças de Lego, dispensando assim as estruturas metálicas pesadas e reduzindo os custos de instalação. Com este cartão de visita, Rui Leitão espera vender o Netscreen noutros estádios em Portugal e no estrangeiro, porque o sistema foi aprovado pela FIFA.

Outra inovação que o clube encarnado introduziu no Estádio da Luz está relacionada com a final da Liga dos Campeões, realizada em maio de 2014. As redes móveis dos operadores não conseguiam responder às necessidades de comunicação dos 1500 jornalistas de todo o mundo e dos mais de 60 mil espectadores da Internet. A solução, que foi desenvolvida pela portuguesa Wavecom, em parceria com a chinesa Huawei, passou pela instalação de uma rede sem fios Wi-Fi de alta capacidade. Nuno Marques revela que a mesma solução, que foi certificada pela UEFA, irá ser instalada no Estádio de Alvalade e estão em curso negociações para a instalar no estrangeiro.

O SISTEMA VÍDEO QUE MOURINHO QUER

Os fãs de futebol sabem que a FIFA é avessa à utilização de novas tecnologias durante os jogos. Até agora, a análise de desempenho e eficácia dos jogadores só podia ser feita durante os treinos, uma vez que, em competição, o organismo que regula o futebol internacional não autoriza a colocação de sensores ou chips no corpo ou vestuário ou nas botas dos jogadores. Mas esta limitação do organismo liderado por Joseph Blatter poderá mudar através de uma tecnologia que foi desenvolvida pelo Laboratório de Perícia no Desporto, da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa (FMH-UL).

Consiste na utilização de marcadores de infravermelhos — tintas incolores não detetadas pelo olho humano — nas camisolas dos jogadores e na bola, que apenas são detetados por câmaras de infravermelhos. Desta forma, a recolha de informação sobre a localização de cada jogador e da bola já pode ser feita durante os jogos de forma não intrusiva.

“Esta técnica permite fazer a deteção automática e em tempo real das trajetórias dos jogadores e da bola durante a competição, quando as metodologias tradicionais só permitem fazê-lo a posteriori”, refere Duarte Araújo, investigador do SportsLab da FMH-UL, responsável pelo projeto Desenvolvimento da Tecnologia para Análise Vídeo da Movimentação dos Jogadores em Desportos Coletivos: Medir a Eficácia na Intervenção e na Performance.

Este sistema inovador a nível mundial tem estado a ser desenvolvido nos últimos três anos por uma equipa de investigadores, em colaboração com a equipa de treinadores do clube inglês Manchester City (da qual faz parte o português Pedro Marques) e com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. O próprio José Mourinho, que irá visitar a FMH em breve, quer conhecer de perto esta tecnologia. “Alguns dos melhores treinadores do mundo já não dispensam métodos e análises mais profundas do jogo através de ferramentas tecnológicas”, refere Duarte Araújo. Para já, o sistema já foi testado em laboratório (pequenos automóveis em movimento pintados com tintas incolores diferentes são filmados por câmara de infravermelhos) com resultados prometedores. “É um sistema que funciona muito bem com o ruído visual dos ambientes naturais”, garante Duarte Araújo.

O próximo passo consiste em fazer em testes reais num campo de futebol ou em pavilhões noutros desportos coletivos (basquetebol, andebol). Para tal, o investigador diz que irá ser necessário que a equipa do projeto tenha à sua disposição onerosas câmaras de infravermelhos, com maior capacidade e alcance do que a que foi usada no laboratório. A etapa seguinte vai passar pelo desenvolvimento de um produto comercial, através de uma parceria com a YDreams. Duarte Araújo defende que o sistema “tem utilidade não só para os treinadores como também para os canais TV de desporto, que assim podem fazer análises mais fundamentadas dos jogos. Limitam-se a fazer análises de dados estatísticos, que são relativamente pobres”, acrescenta o investigador.

A partir dos dados recolhidos, poderão ser desenvolvidos “modelos comportamentais descritivos e preditivos, que permitem antecipar como é que a dinâmica de um jogo, de uma equipa ou de um indivíduo pode evoluir”. O investigador considera que o sistema tem “grande potencial para testar teorias sobre o comportamento coletivo em jogo, a compreensão das ações e as decisões dos jogadores, qualquer que seja o seu nível ou idade, bem como as dos treinadores e dos árbitros”. E defende que as aplicações desta tecnologia à organização das sessões de treino e ao desenvolvimento de talentos “será fascinante”. O corolário será a “tomada de decisão durante a competição”, sublinha Duarte Araújo. Será que um dia os treinadores de futebol irão poder tomar decisões em tempo real a partir de um tablet, tal como acontece já hoje com os treinadores de ténis? A bola vai estar do lado da FIFA.

TENISTAS ANALISAM ERROS NO INTERVALO

Se há desportos que usam a tecnologia há vários anos, o ténis é um deles. Fazer a análise ao detalhe dos vídeos dos jogos já faz parte do quotidiano de treinadores e praticantes de alta competição. Mas durante o torneio WTA (Women Tennis Association, ou Associação Feminina de Ténis) de Singapura, realizado no final de outubro de 2014, que foi ganho por Serena Williams, foi dado mais um passo histórico na utilização das novas tecnologias neste desporto. Nesta época de 2015 passou a ser normal os treinadores fazerem a análise em tempo real do desempenho das jogadoras, no decorrer de cada jogo, através de uma aplicação desenvolvida pela multinacional alemã de software SAP.

Com a informação disponível nos tablets, os treinadores passaram a poder dar informação às atletas e fazer eventuais correções no desempenho ou tática nos intervalos ou nas pausas de jogo. Esta inovação, que passou a ser utilizada na época 2015 do circuito de provas da WTA, só foi possível porque este organismo que regula o ténis feminino deu luz verde à utilização de uma app móvel que utiliza informação em tempo real.

Nos últimos anos, as jogadoras e treinadores que competem no circuito da WTA já recebiam no final de cada partida uma análise do vídeo de cada ponto perdido ou ganho através de um sistema que também foi criado pela SAP. As protagonistas conseguiam, assim, visualizar e analisar as subtis variações técnicas ao longo do jogo, de forma a poderem melhorar o desempenho nas partidas seguintes.

Para colocar esta aplicação a funcionar no smartphone ou tablet do treinador, a SAP teve que seguir as diretivas da WTA e as exigências das jogadoras e treinadores. O gigante alemão de software também tirou partido das capacidades da tecnologia HANA, que é a sua nova coqueluche. Consiste numa base de dados que tem a vantagem de ir ao encontro dos requisitos exigidos: processar e analisar em tempo real informação vídeo na memória do computador, ou seja, praticamente à velocidade da luz. Uma operação que nos antigos sistemas informáticos podia demorar horas.

“Estas estatísticas da app para treinadores tornam mais fácil o meu trabalho e os meus conselhos são mais assertivos durante o jogo”, refere a belga Wim Fissete, atual treinadora da antiga número um da WTA, a bielorrussa Victoria Azarenka.

Também a sérvia Ana Ivanovic, antiga número um do ranking da WTA, confessou, numa conferência de imprensa em Singapura, durante o torneio da WTA, que já é fã da nova aplicação móvel da SAP, porque simplifica a forma como ela e a treinadora “analisam de imediato e em pormenor o desempenho durante uma partida”.

Esta revolução no ténis feminino de alta competição não seria possível sem o entusiasmo de Stacey Allaster, presidente executivo da WTA, que publicamente tem defendido o aumento do papel da tecnologia na modernização do desporto. “O ténis é um desporto comandado por dados e a informação é poder”, comenta o dirigente máximo da WTA. E Stacey Allaster sublinha o impacto que poderá ter no próprio jogo: “Muitos dos nossos jogos são muito equilibrados e são decididos em poucos pontos. Qualquer vantagem que as jogadoras e treinadores possam obter pela análise de tendências e de dados pode alterar e influenciar o desfecho da partida.”

Além desta ferramenta para treinadores, a SAP desenvolveu a app oficial do WTA para melhorar o acesso dos fãs da competição às notícias e informação de cada torneio. Permite ainda visualizar as melhores jogadas, participar em inquéritos, consultar estatísticas, conferir os perfis e as fotos das jogadoras e ainda comprar bilhetes online.

Stefan Wagner, diretor-geral da SAP para as indústrias de entretenimento, media e desporto, diz que “estas tecnologias disruptivas vão melhorar o desempenho dos jogadores e a adesão dos fãs do ténis”. E acredita que esta aplicação poderá ser replicada a outros desportos individuais e coletivos.

Além deste envolvimento no ténis feminino, a multinacional alemã de software tem estado envolvida noutras iniciativas de aplicação das tecnologias de informação a desportos como o futebol, vela, golfe, Fórmula 1, criquete, futebol americano, basebol e basquetebol.

A SAP não é a única tecnológica a apostar no ténis. Nos torneios masculinos do Grand Slam, também a IBM tem vindo a colocar a sua tecnologia à disposição. Por exemplo, no torneio de Wimbledon usou software SPSS de análise preditiva, visualização de dados e comportamento dos jogadores. A ideia foi extrair tendências a partir de dados históricos para poder desenhar tendências para jogos futuros.

DESPORTO ANALÍTICO

Para que lado da baliza Cristiano Ronaldo iria apontar uma grande penalidade no jogo entre Portugal e a Costa do Marfim no Campeonato do Mundo de Futebol? A questão foi colocada pelo treinador da equipa africana à Opta, uma empresa que recolhe perto de dois mil eventos por jogo nas principais ligas do futebol europeu, competições da UEFA e da FIFA. O objetivo era dar a informação ao guarda-redes costa-marfinense para este mergulhar. “Ronaldo é um caso interessante, porque tem um padrão de enviar a bola para o lado esquerdo nas penalidades (20 em 47 dos casos), mas também remata para outras direções. Um guarda-redes deve sempre considerar mergulhar nessa direção”, referia John Coulson, especialista da Opta, à publicação Computerweekkly. E refere que foi este tipo de análise (um mergulho para a esquerda) que permitiu ao guarda-redes Manuel Neuer, do Bayern de Munique, defender o penálti de Ronaldo nas meias-finais da Liga dos Campeões contra o Real Madrid.

Serve este caso para ilustrar como a análise de grandes volumes de dados estatísticos e visionamento de vídeos pode fazer toda a diferença no desporto de alta competição. Por isso estão a surgir empresas, como as britânicas Opta e Prozone e as americanas Stats e SportVU, que criaram grandes bases de dados e que vendem informação estatística e vídeos e prestam serviços de análise de jogos a clubes e seleções de futebol.

Em Portugal, a Videobserver também se especializou na recolha e análise de vídeos de eventos de futebol, basquetebol, hóquei em patins e outros desportos coletivos através das aplicações de software. Os especialistas das modalidades podem aceder a análises táticas no PC, no tablet ou no smartphone.

Outra aplicação portuguesa para telemóvel (iPhone) é a Notes4coach. Visa ajudar os treinadores de futebol a planificarem os treinos. O projeto, criado por Luís Duarte e Rúben Pinheiro, também inclui a versão Notes4fans, dirigida aos adeptos de futebol.

INTELIGÊNCIA NA ROUPA

Quando a Ralph Lauren lançou uma camisola biométrica que se ligava a uma app de telemóvel no Open de Ténis dos Estados Unidos de 2014, terá iniciado a era da roupa tecnológica. A marca de roupa americana mostrou que através de microssensores colocados no tecido é possível saber o ritmo cardíaco, o número de passadas e as calorias despendidas.

Não surpreende, por isso, que a consultora Idate preveja que em 2018 serão vendidos 123 milhões de wearables (roupas e utensílios tecnológicos que se colocam no corpo), quando em 2014 foram vendidos apenas 20 milhões de unidades destes dispositivos.

Com aposta forte das grandes marcas nos relógios inteligentes – lançamentos do Apple iWatch, Samsung Gear e Android Wear, da Google –, a Idate prevê uma queda na venda de pulseiras biométricas e um débil crescimento nos óculos ligados, após o flop dos Google Glasses.

Esta moda dos relógios inteligentes, que ajudam a monitorizar a prática desportiva, deverá invadir as várias modalidades. Desde os desportos individuais, como a corrida ou o ciclismo, passando pelo golfe (ler abaixo a app portuguesa Hole19), até aos desportos coletivos. Os smartwatches têm a vantagem, face aos smartphones, de poderem ser usados em quase todas as práticas desportivas.

Por outro lado, há uma verdadeira explosão do número de aplicações móveis que monitorizam a atividade física e incentivam estilos de vida saudáveis. Há cerca de um ano, quando saiu o livro verde da Comissão Europeia sobre “saúde móvel”, tinham sido identificadas mais de 97 mil apps nesta área. Este número não parou de crescer, não custando admitir que hoje já tenha ultrapassado largamente as 100 mil.

HOLE19 JÁ ESTÁ EM 90 PAÍSES

Temos atualmente mais de 450 mil utilizadores em mais de 90 países. A nossa app já foi usada em 1,2 milhões de voltas de golfe”, revela Anthony Douglas, empreendedor luso-americano fundador da Hole19. Os países que mais estão a aderir à app lusa de golfe são os Estados Unidos, com 28%, o Reino Unido, com 23%, e a Alemanha, com 10%. Canadá, Irlanda e Austrália têm 5% cada.

Para continuar na crista da onda, o fundador da Hole19 (www.hole19golf.com) acaba de lançar outra versão gratuita que aposta nas tecnologias wearable (dispositivos para usar no corpo ou no vestuário), tirando partido da chegada dos relógios de pulso inteligentes Apple Watch, Android Wear ou Samsung Gear S.

Anthony Douglas acredita que a nova aplicação para este tipo de relógios vai continuar a ter boa aceitação, porque tem recebido referências elogiosas na imprensa internacional. Por exemplo, o Wall Street Journal selecionou a Hole19 como uma aplicação indispensável (must-have) no Apple Watch. E o Daily Mail mencionou esta app de golfe como a melhor para o relógio da Apple.

“A nossa app para o Apple Watch, tal como para o iPhone, também é gratuita e foi desenhada para facilitar a vida aos jogadores. Permite que possam antecipar rapidamente distâncias de GPS antes, dentro e fora do green e também ajuda a controlar as pontuações e estatísticas sem ter de recorrer ao telefone móvel”, refere Anthony Douglas.

“O Apple Watch é um produto muito interessante para a Hole19, pois vai dar espaço a um novo público techsavvy”, refere. Ou seja, o alvo desta nova versão é o universo de pessoas que está familiarizado com o uso de ferramentas tecnológicas.

O empreendedor acredita que a app Hole19 para o Apple Watch tem potencial suficiente para melhorar a experiência de um golfista. Ou seja, com o relógio da Apple vai ser possível aferir as distâncias rapidamente. Anthony Douglas está também convicto de que irá impulsionar muito o ritmo de uma partida de golfe. “As nossas ferramentas também irão permitir aferir distâncias e acompanhar os resultados. Assim, os golfistas poderão melhorar as suas pontuações e dedicar a sua atenção ao jogo”, refere o fundador da Hole19. Do ponto de vista demográfico, a média de idade dos utilizadores da Hole19 é de 39 anos, sendo que o mais novo tem 13 anos e o mais velho tem 73.

Depois ter passado no Seedcamp e arrancado na Startup Lisboa, a empresa fixou a sede em Évora e tem escritórios em Lisboa e Londres. Hoje, a Hole19 tem uma equipa de 14 pessoas, incluindo golfistas, designers e engenheiros de várias nacionalidades. O crescimento está a ser alavancado através de investidores do sector das comunicações móveis e do golfe.

Este artigo é parte integrante da edição de junho de 2015 da Revista EXAME