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Ex-ministro espanhol Rodrigo Rato foi detido em casa

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Reuters

O político do Partido Popular, ex-vice-presidente do Governo de José Maria Aznar e ex-diretor do FMI, foi detido em Madrid, por suspeita de branqueamento de capitais, fraude e apropriação indevida de bens.

J. F. Palma-Ferreira

Rodrigo Rato foi hoje detido em sua casa às 16h30, no bairro madrileno de Salamanca, tendo saído sem algemas, acompanhado por vários elementos da polícia. O ex-vice-presidente e ministro da Economia de vários governos de José Maria Aznar, ex-diretor do Fundo Monetário Internacional e filiado no Partido Popular foi detido por presumíveis delitos de branqueamento de capitais, apropriação indevida de bens e fraude, referem diversos jornais espanhóis.

Segundo o jornal El País, apesar de não ter saído de casa algemado, o agente que introduziu Rodrigo Rato dentro da viatura policial, colocou-lhe a mão na cabeça acompanhando a sua entrada no carro, como é usual ser feito na prisão de delinquentes. "Desavergonhado", foi o comentário gritado pelas pessoas que presenciaram a situação na rua, relata o El País.

A polícia também levou de casa de Rodrigo Rato quadro caixas de documentos, refere o diário espanhol. As autoridades policiais terão entrado igualmente no escritório do político na rua Castelló.

Rodrigo Rato, que foi igualmente presidente do banco Bankia - nacionalizado em 2012 depois de um processo que quase culminou em falência - aderiu à amnistia fiscal lançada em 2012 pelo Governo de Mariano Rajoy. Diversas vezes a imprensa espanhola relatou dúvidas sobre a inclusão de Rodrigo Rato no grupo de 705 pessoas que estavam a ser investigadas por presumível branqueamento de capitais, embora o político tenha evitado falar publicamente sobre este assunto.