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"Europa pensa no impensável para resolver a crise"

Este é o título de um artigo publicado hoje no Financial Times sobre o ambicioso plano de resgate da zona euro.

A resposta para a crise da dívida soberana da Europa pode chegar mais cedo do que o esperado, apesar das divisões sobre o assunto. Em causa está a preparação um novo pacote de ajuda para combater a crise da zona euro, que deverá reduzir em 50% a dívida grega. A ajuda financeira deverá ser elevada para dois milhões de milhões de euros, prevendo-se que o plano esteja ativo dentro de cinco ou seis semanas. Tal como escreve o 'Financial Times' a "Europa pensa no impensável para resolver a crise". Trata-se de um plano alargado e ambicioso que pretende pôr fim ao impasse do problema de alguns países da moeda única. O economista George Soros já tinha alertado para a necessidade de um esforço extraordinário. "Para resolver uma crise em que o impossível tornou-se possível, é necessário pensar o impensável. Ou seja, para resolver a crise da dívida soberana na Europa, é fundamental uma preparação para a possibilidade do incumprimento  e de saída da Grécia, Portugal ou da Irlanda da zona do euro", disse George Soros, num artigo publicado no "Valor Económico".

"EUA também estão na base da crise"

Também o editor de economia da BBC, Robert Peston, defende que a execução deste plano será complicada, e que o pior cenário poderá ser uma recessão mundial. Recorde-se que hoje a chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou a adoção de novas medidas para estimular economias da zona euro, garantindo que a crise não é da moeda única mas sim da dívida. Os Estados Unidos têm apelado repetidamente aos europeus para que estimulem as suas economias, mas a Alemanha tem rejeitado a ideia, destacando antes necessidade de corrigir as finanças públicas. Os grandes défices e dívidas de alguns países da zona euro - como a Grécia, a Irlanda e Portugal - mas também dos Estados Unidos estão na base da crise atual, o que a chanceler considerou ser uma "terceira fase", depois da crise financeira e da crise económica, que começou em 2008.