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Euroesclerose ataca de novo?

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Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu

Katia Christodoulou/Reuters

Sete países do euro estão entre os mais lentos do mundo. Portugal é o quinto pior.

Se o ritmo de crescimento económico for o critério, então o projeto da zona euro foi um fracasso. Talvez seja melhor voltar a atrás e fazer um flashback até 1990, mais concretamente a outubro desse ano quando foi publicado um estudo da Comissão Europeia que fez história. O documento intitulado "One market, one money" foi elaborado por uma equipa liderada por Michael Emerson (atualmente investigador do Centre for Europuyean Policy Studies de Bruxelas) e Jean Pisiani-Ferry (ex-presidente do think tank Bruegel de Bruxelas, a desempenhar funções no Governo francês) e avaliava os custos e benefícios da união monetária, servindo de suporte à decisão de avançar para a moeda única estabelecida no tratado de Maastricht, assinado um ano depois.

Entre várias das questões tratadas pelo relatório, umas das vantagens era precisamente o facto de diminuir o risco dos investimentos, nomeadamente pelo desaparecimento da taxa de câmbio, e sublinhava que "as estimativas mostram que uma redução moderada do risco do investimento (por exemplo, a incerteza cambial) pode ter um efeito substancial no crescimento de longo prazo". 

Leia mais na edição deste fim de semana.