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Estrangeiros residentes gastam mil milhões por ano

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Marcos Borga

Um estudo da associação de resorts dá conta do impacto do turismo residencial na economia.

Marisa Antunes

Jornalista

As cerca de 25 mil casas adquiridas pelos estrangeiros em Portugal durante o ano passado  representaram €4600 milhões de investimento externo no país e um ganho, em termos de impostos, mais especificamente em IMT (imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis) de €230 milhões. Mas não só.

Quem aqui comprou um imóvel passa a ter despesas de condomínio, consome em restaurantes e supermercados, aluga automóveis ou apanha táxi para as deslocações, compra roupas e calçado, vai a espetáculos e a clínicas de saúde, enfim, toda a usual panóplia de serviços que implica esforço financeiro. Foi precisamente este impacto na economia que a Associação Portuguesa de Resorts (APR) quis apurar através de um estudo encomendado à PricewaterhouseCoopers (PwC) e que começou esta semana a mostrar aos vários grupos parlamentares de forma a sensibilizá-los para a importância desta fonte de receitas para o país. 

"Este estudo mostra o efeito multiplicador do turismo residencial na economia. Para além do investimento direto na compra das casas e do imposto que se paga na altura da compra do imóvel (em média 5%), estima-se em mil milhões os gastos relacionados com a manutenção e a regular utilização destas casas e ainda um impacto na criação de emprego na ordem dos 50 a 60 mil postos de trabalho", sublinhou Diogo Gaspar Ferreira, presidente da APR, na apresentação do estudo que decorreu na passada quinta-feira. 

Leia mais na edição deste fim de semana.