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Estradas de Portugal e Refer já são "uma empresa conjunta"

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Fusão jurídica da Infraestruturas de Portugal poderá estar concluída a 1 de maio. Administração conjunta já enviou plano estratégico ao Estado. António Ramalho promete resultado operacional conjunto positivo já este ano.

<#comment comment="[if gte mso 9]> "A Infraestruturas de Portugal já existe como empresa", afirmou esta segunda-feira António Ramalho naquela que foi a primeira apresentação conjunta das contas da Estradas de Portugal (EP) e da Refer.

O presidente do conselho de administração conjunto da EP/Refer avançou que a fusão já está operacional, com uma administração conjunta desde o início do ano e um plano estratégico feito e validado, que já foi remetido ao Estado. Trata-se de um "memorando informativo que determina os objetivos essenciais e estratégicos das duas empresas", adianta António Ramalho.

Para já, a administração conjunta deu início à libertação de instalações e à definição da estrutura organizativa de primeiro nível.

A fusão jurídica acontecerá após a promulgação pelo Presidente da República e será efetiva no primeiro dia de um mês. Segundo António Ramalho, 1 de maio, dia do trabalhador, "era um bonito dia" para a fusão acontecer.

Com um capital de 2,5 mil milhões de euros e um ativo superior a 25 mil milhões de euros, a futura Infraestruturas de Portugal apresentará um "resultado operacional positivo este ano", adianta António Ramalho. "Será operacionalmente rentável desde o primeiro dia", sublinha.

As contas da Refer

Os rendimentos operacionais da Refer cresceram 13% no ano passado, para 191,7 milhões de euros, assim como os gastos operacionais, que também aumentaram 12%, para 233,7 milhões de euros. O resultado operacional da Refer foi assim negativo em 42 milhões de euros.

Também o resultado líquido foi negativo, em 89 milhões de euros, valor semelhante ao registado em 2013. De destacar um aumento de capital por parte do Estado, de 1.034,8 milhões de euros, que permitiu baixar a dívida em 743 milhões de euros, para 6.418 milhões.

No ano passado, a Refer custou 220 milhões de euros aos contribuintes portugueses, valor que compara com os 274 milhões que custou em 2013. Durante o mesmo período, o tráfego cresceu 3%, tendo o transporte de mercadorias aumentado 11%.

As contas da EP

A Estradas de Portugal (EP), por seu turno, deu lucros de 17 milhões de euros, mais 12% do que no ano anterior. Os proveitos cresceram para mais de 800 milhões de euros, destacando-se o comportamento positivo das receitas principais, as portagens, com um crescimento de 9%.

Em 2014, a EP custou 728 milhões de euros aos contribuintes portugueses, mais 453 milhões de euros do que os 275 milhões que custou em 2013. A justificar este aumento da contribuição líquida do contribuinte esteve o arranque dos pagamentos das subconcessões contratadas em 2008/2009 (238 milhões de euros em 2014), o pagamento da Mafratlântico (245 milhões de euros), como previsto no acordo de 2009, e a renegociação das PPP, enquanto se concluem os contratos finais, no valor de 332 milhões de euros.

O aumento de capital por parte do acionista Estado, no valor total de 1.521 milhões de euros, permitiu a redução da dívida líquida em 712 milhões, para 2.459 milhões de euros.

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