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Estamos perante uma nova bolha tecnológica?

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Menos de metade da capitalização bolsista do Nasdaq provém de tecnológicas

Reuters

Valorizações das empresas de redes sociais e de biotecnologia fazem soar alarmes, depois de Nasdaq ter atingido a barreira dos 5000 pontos no início de março.

Elisabete Tavares e João Ramos

A campanha de marketing era ambiciosa e baseava-se num cão fantoche  que chegou a aparecer em 1999 num anúncio no Super Bowl (final da liga de futebol americano). Mas, em 2000, a empresa Pets.com acabaria por se tornar um dos principais ícones do rebentar da bolha das dotcom. A empresa que se propunha vender comida e produtos para animais fechou no final desse ano e despediu os seus 300 empregados. Um caso como este seria muito difícil de acontecer agora, quando surgem sinais de poder estar a acontecer uma nova bolha, com  o índice norte-americano Nasdaq a  ultrapassar no início do mês os 5000 pontos, o que não acontecia desde 2000.

A fisionomia do mercado mudou muito em 15 anos. Em março de 2000, antes de rebentar a bolha de internet, a Apple não aparecia no radar dos investidores. Hoje a marca de Cupertino é a líder destacada da lista das empresas com maior capitalização bolsista a nível mundial. Atualmente, menos de metade da capitalização bolsista do Nasdaq provém de tecnológicas (43%), mas em 2000 estas correspondiam a 65% do valor total do índice, que tem agora também empresas de consumo, do sector financeiro e da área da saúde/farmacêutica. O número de empresas cotadas hoje no índice ascende a 2565, quando em 2000 se situava em 4715. O sector das tecnológicas (techs, como são conhecidas no mercado) em geral está mais barato do que em 2000 (ver gráfico). "De uma maneira generalizada não há uma bolha nas tecnológicas", diz Filipe Garcia, economista da IMF-Informação de Mercados Financeiros.

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