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Escolas de Odemira reconvertidas em hotéis

A Fundação Odemira vai investir 1,6 milhões na recuperação para fins turísticos de onze escolas de aldeia encerradas há várias décadas.

Conceição Antunes (www.expresso.pt)

O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, vai a 21 de Abril presidir à apresentação do projecto Casas de Campo d'Odemira na Casa do Alentejo, em Lisboa. Trata-se do investimento de 1,6 milhões de euros a avançar pela Fundação Odemira em onze escolas primárias do concelho, encerradas já há várias décadas, que lhe foram cedidas pela câmara com vista à sua reutilização para fins turísticos.

Escola velha da Charneca dos Ameixiais, um das onze a reutilizar para fins turísticos

Escola velha da Charneca dos Ameixiais, um das onze a reutilizar para fins turísticos

Fundação Odemira

As onze escolas a recuperar como mini-hotéis localizam-se em áreas rurais dispersas pelo concelho, envolvendo as freguesias de São Teotónio, Zambujeira do Mar, Sabóia, Bicos, Luzianes-Gare, Relíquia, Colos, São Salvador e Santa Clara-a-Velha.

"O conceito inovador que vamos aqui desenvolver é o de 'resort' aberto, que não deixa de ser um conjunto turístico", explica Francisco Antunes, presidente da Fundação Odemira. Desenvolvido pelo gabinete de consultores Augusto Mateus & Associados, o conceito de 'resort' aberto significa que as escolas irão funcionar como um conjunto de hotéis em rede, envolvendo também as populações locais.

Mão-de-obra local

"Queremos recorrer à mão-de-obra local - que o pão seja servido pelo padeiro da região, tal como o mel, o vinho ou a fruta", refere o presidente da Fundação Odemira. "Não é para se ficar numa casa isolada, mas levar os turistas a comer localmente, a apreciar o artesanato da região, a ser actores desse convívio social com as populações. É o que torna este projecto diferente".

A localização das escolas a recuperar pela Fundação Odemira

A localização das escolas a recuperar pela Fundação Odemira

Fundação Odemira

Recuperar memórias é a tónica deste projecto, onde será mantida a traça original das escolas. No interior, haverá um espaço com livros, para recriar os serões de leitura à lareira. Piscinas, jacuzzis e casas na árvore serão o complemento destas unidades turísticas de gama média alta, dirigidas sobretudo a famílias, e cujo alvo principal será o mercado interno e espanhol.

Cada escola terá uma temática, em função da sua envolvente. "Vamos trabalhar a oferta de natureza, do Grande Lago e da frente mar", afirma o responsável da Fundação Odemira, adiantando estar à procura de parceiros para a gestão hoteleira destas unidades de turismo em espaço rural.

Escolas com história

"Os produtos vendem-se melhor quando têm uma história para contar", faz notar Francisco Antunes, garantindo que "vamos manter viva a história de cada uma destas escolas". Além da sua utilização turística, as escolas recuperadas servirão também como local de formação em contexto de trabalho.

Antevisão das escolas a recuperar pelo concelho

Antevisão das escolas a recuperar pelo concelho

Fundação Odemira

As onze antigas escolas primárias passam assim a funcionar como pequenos hotéis, totalizando 84 camas. As primeiras obras de recuperação vão arrancar já este ano. "No Verão de 2011 já teremos concerteza algumas escolas abertas", prevê o presidente da Fundação Odemira.