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"Erros de gestão muito graves" e falhas na governação, auditoria e supervisão, na base da queda do BES e do GES

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FOTO Luis Barra

Maria Luís Albuquerque apontou responsabilidades a vários níveis durante a comissão parlamentar de inquérito.

Sónia M. Lourenço

Na base da queda do BES e do Grupo Espírito Santo (GES) estiveram responsabilidades e falhas a vários níveis, apontou Maria Luís Albuquerque na comissão parlamentar de inquérito (CPI). 

"Houve, no mínimo, erros de gestão muito graves dos órgãos de gestão" do grupo e do banco, frisou a ministra, apontando também "falhas na governação do grupo".

Para a ministra "temos um problema grave de governo societário".

"A auditoria, que certifica as contas, também teve falhas e deveria ter visto mais", considerou a ministra.

E "a supervisão também podia ter feito mais", apontou, salientando que "a articulação entre supervisores pode ser melhorada". Contudo, "essa reflexão deve ser feita num momento de menor crispação", considerou.

Esta foi uma das últimas reflexões da ministra na CPI, cuja audição demorou cerca de quatro horas, terminando pouco depois das 20h00.