Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Empresa do GES propõe pagar todo o papel comercial em cinco anos

  • 333

Caetano Beirão Veiga admnistrador da ES Property

José Ventura

É a primeira empresa do antigo Grupo Espírito Santo a propor pagar todo o papel comercial. São 374 credores, para uma dívida total de 24 milhões de euros. E é um membro da família Espírito Santo que lidera o plano.

A Espírito Santo Property, empresa do antigo Grupo Espírito Santo (GES), propõe aos detentores de papel comercial o reembolso integral dos seus investimentos ao longo de cinco anos. Segundo o documento enviado, a que o Expresso teve acesso, a proposta depende da aprovação de um Plano de Revitalização (PER) e aceitação dos próprios credores das condições em causa. A empresa propõe pagar o dinheiro investido mais os juros até 31 de outubro de 2014, sem quaisquer juros adicionais.

A proposta é de que o pagamento seja feito da seguinte forma: 20% trinta dias depois da homologação do Plano de Revitalização (PER), sendo o remanescente liquidado nos cinco anos seguintes, entre 2016 e 2020, em cinco prestações iguais de 16% do valor em causa, pagáveis a 30 de junho de cada ano.

A empresa solicita que os credores a informem "de antemão, em traços muito gerais e não vinculativos", os termos em que eles "estariam dispostos a viabilizar a solução atualmente em análise". E pergunta se "estaria disposto a viabilizar um plano que, entre outros aspetos, contemplasse as seguintes condições para a liquidação integral do montante de capital reclamado, acrescidos dos juros vencidos até à data de 31 de outubro de 2014" - e sem quaisquer juros adicionais depois dessa data.

Há várias empresas do Grupo Espírito Santo com papel comercial emitido. Mas enquanto a RioForte e a Espírito Santo International estão em liquidação, a ES Property está em processo de revitalização, pelo que pode apresentar uma proposta como esta. O papel comercial da RioForte e da ESI está sujeita a perdas.

A ES Property gere diversos projetos imobiliários e tem uma administração nomeada pelo Tribunal do Luxemburgo. Curiosamente, essa administração é liderada por membro da família Espírito Santo, Caetano Beirão da Veiga, que todavia não estava nos negócios da família quando o GES colapsou. A administração conta ainda com Ana Paula Alves.

Esta notícia será desenvolvida no Expresso Diário de hoje, disponível a partir das 18 horas.