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Emprego na função pública caiu 3,1%

Uma em cada 10 pessoas trabalha para a administração central do Estado, que reduziu para metade o recurso a trabalhadores precários.

No primeiro semestre de 2011 o emprego na administração central do Estado caiu 3,1 por cento em relação ao mesmo período de 2010 e caíu 0,9 por cento relativamente ao último semestre do ano passado.

De acordo com o Boletim do Emprego Público, hoje divulgado, no primeiro semestre deste ano foi registada uma redução de 16.054 postos de trabalho, em termos homólogos, e 4.494 postos de trabalho relativamente ao último semestre de 2010. Em junho a administração central do Estado tinha 507.930 funcionários.

O Ministério da Educação e Ciência, que tem um peso de 46,8 por cento no emprego na administração pública, foi o que mais contribuiu para a redução porque registou uma quebra de 2,9 por cento em termos homólogos, menos 7.204 postos de trabalho.

O Ministério da Administração Interna foi o que menos contribuiu para a redução pois registou uma quebra de 0,8 por cento em termos homólogos, que corresponde a menos 414 postos de trabalho, ficando com um total de 50.132 funcionários.

Em termos semestrais foi o Ministério da Solidariedade que registou maior quebra percentual (3,3 por cento), com menos 488 postos de trabalho, ficando com um total de 14.198 funcionários.

Mas foi o Ministério da Saúde que registou uma maior quebra em termos núméricos, com menos 1.946 trabalhadores (menos 2,2 por cento), totalizando 88.323 trabalhadores no final de junho.

Redução nas prestações de serviço

As prestações de serviço na administração local registaram em junho de 2011 uma quebra de mais de 52 por cento nos últimos cinco anos e meio, segundo o boletim do Observatório do Emprego Público.

Segundo os dados, esta forte diminuição do conjunto dos contratos de prestação de serviços compreende, em particular, uma quebra bastante acentuada da modalidade de avença com menos 66 por cento face a dezembro de 2005 e menos 55,5 por cento em relação ao mesmo mês de 2007.

A 30 de junho existiam 3.393 trabalhadores tarefeiros ou com avença, dos quais 734 no Ministério da Saúde, 601 no Ministério da Educação e Ciência, 477 na Presidência do Conselho de Ministros, 420 na Economia e Emprego e 377 no Ministério da Justiça.

Um em cada 10 pessoas trabalha para o Estado

Um em cada 10 trabalhadores estava em junho de 2011 em serviços da administração central, percentagem que tem vindo a decair lentamente ao longo dos últimos cinco anos, segundo dados do Boletim do Observatório do Emprego Público hoje divulgados.

Ao todo, a administração central emprega em Portugal 507.930 trabalhadores, sendo que, no final do primeiro semestre de 2011, o emprego na administração central representava 10,4 por cento da população empregada, traduzindo uma quebra de 0,6 por cento relativamente aos últimos cincos anos.

Já no que respeita ao peso do emprego na administração central relativamente à população ativa os dados revelam que no final do primeiro semestre de 2011, representava 9,1 por cento o que representa uma quebra de um por cento relativamente aos últimos cinco anos e de 0,1 por cento em relação ao final do semestre anterior.

Segundo o boletim, apesar do número de trabalhadores na administração central ter registado uma redução de 0,9 por cento no último semestre, o aumento do desemprego neste período levou a que o peso deste na população empregada se mantivesse inalterado nos 10,4 por cento.

Os dados indicam que o emprego feminino na administração central continua bastante acima do valor do mesmo indicador observado para o conjunto da população empregada.

A 30 de junho de 2011 a taxa de emprego feminino na administração central situa-se nos 61,3 por cento contra 47,0 por cento para a população empregada.

Por outro lado, os dados hoje divulgados indicam também que tem vindo a aumentar as qualificações dos trabalhadores da administração pública com 55,7 por cento dos profissionais a possuírem a habilitação superior em contraste com os 18,6 por cento da população em geral.