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Efacec pronta para a Bolsa

Grupo Mello e Têxtil Manuel Gonçalves, que controlam a empresa, admitem abrir o capital mantendo, no entanto, o controlo

Margarida Cardoso* (www.expresso.pt)

A entrada da Efacec na Bolsa de Lisboa depende apenas da evolução do mercado, afirmaram hoje os accionistas da empresa no final da cerimónia de inauguração da nova fábrica da Efacec, em Effingham, na Geórgia, Estados Unidos da América.

"Quando retirámos a Efacec da Bolsa, há alguns anos, foi com o objectivo claro de garantir a capacidade de internacionalização da empresa e a rapidez nas decisões. Hoje a empresa reflecte essa capacidade e está pronta. O timing tem agora a ver apenas com o mercado", referiu Pedro Mello, do grupo José de Mello, que detém 50% da Efacec. Os outros 50% são da Têxtil Manuel Gonçalves.

O presidente da  Efacec, Luís Filipe Pereira, tem vindo, há algum tempo, a admitir a possibilidade de entrada em Bolsa, dizendo que "a decisão depende dos accionistas".

Agora, na cerimónia oficial de inauguração da fábrica de transformadores de potência da empresa em Effingham, junto ao porto norte-americano de Savana, os responsáveis dos dois grupos familiares confirmam, assim, que esse passo poderá ser dado quando o mercado bolsista "estiver preparado".

"Tirámos a empresa da Bolsa na convicção de que tínhamos de avançar mais depressa que os outros e foi isso que fizemos, por isso já estamos aqui", sublinhou Pedro Mello, referindo-se ao investimento de 160 milhões de euros da empresa numa fábrica de transformadores nos Estados Unidos, um dos mercados-alvo na estratégia de internacionalização da Efacec.

Para as duas famílias accionistas, no entanto, é importante que a empresa "continue a ter um rosto", pelo que poderão continuar a manter o controlo da empresa depois da entrada em Bolsa.

*Jornalista viajou a convite da Efacec