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EDP vai vender créditos tarifários de 1250 milhões de euros

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A empresa liderada por António Mexia vai realizar uma operação de venda de créditos tarifários que detém no sector eléctrico português no valor de €1250 milhões

FOTO Alberto Frias

A elétrica presidida por António Mexia contratou quatro instituições financeiras para procurar, em vários mercados europeus, investidores que queiram ficar com os créditos tarifários relativos ao sobrecusto que o sistema elétrico nacional teve em 2014.

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A EDP vai realizar uma operação de venda de créditos tarifários que detém no sector eléctrico português no valor de 1250 milhões de euros, verba que diz respeito a custos relacionados com a energia produzida a partir de fontes renováveis e que não foram ainda pagos pelos consumidores de eletricidade.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP anuncia ter contratado a empresa Stormharbour, bem como os bancos Santander Totta, Deutsche Bank e JP Morgan, para proceder à operação de titularização dos créditos.

As instituições financeiras irão a partir desta quarta-feira, 11 de março, realizar um "roadshow" com passagem por Londres, Paris, Amesterdão, Munique, Madrid e Lisboa, para procurar no mercado investidores interessados em adquirir a tranche de dívida tarifária que a EDP pretende alienar.

Os 1250 milhões de euros de créditos que a EDP vai alienar dizem respeito ao sobrecusto que a EDP Serviço Universal teve em 2014 com a aquisição de eletricidade produzida no regime especial (onde se enquadram as fontes renováveis e as cogerações, por exemplo). Esse sobrecusto será recuperado através das tarifas de eletricidade pagas pelos consumidores portugueses ao longo dos próximos cinco anos. 

À semelhança do que ocorreu noutras titularizações de dívida já feitas pela EDP, a elétrica presidida por António Mexia irá procurar encaixar de imediato os montantes que, de outra forma, apenas receberia ao longo dos próximos anos. Os investidores que adquirem os créditos à EDP têm como contrapartida o recebimento de um juro associado a essa tranche de dívida tarifária.