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Economia

EDP: António Mexia proposto para presidente executivo

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Reunião magna de acionistas está agendada para 20 de fevereiro.

António Mexia vai ser o presidente do conselho de administração executivo da EDP, durante o triénio 2012-2014, se os acionistas votarem favoravelmente a proposta divulgada no site da CMVM na noite de sexta-feira.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP indica que a reunião magna de acionistas está agendada para as 15h00 de 20 de fevereiro, no centro de reuniões da FIL, no Parque das Nações, em Lisboa.

Da ordem de trabalhos faz parte a eleição dos membros do Conselho Geral e de Supervisão e do Conselho de Administração (CA) executivo para o triénio 2012-2014, bem como a alteração de estatutos.

Mexia  nomeado presidente executivo em 2006

António Mexia, de 54 anos, está ligado à direção de empresas de energia desde 1998, quando foi nomeado presidente executivo ['chief executive officer'] da Gás de Portugal e da Transgás, de onde transitou para a Galp Energia, como vice-presidente do CA, onde esteve em 2000 e 2001, ano a partir do qual assumiu a presidência executiva da Galp Energia e do CA da Petrogal, Gás de Portugal, Transgás e Transgás-Atlântico.

Após uma experiência ministerial no governo de Pedro Santana Lopes, Mexia foi nomeado presidente executivo da EDP - Energias de Portugal em março de 2006.

Outros nomes

A proposta para o CA da EDP inclui ainda os nomes de Nuno Maria Pestana de Almeida Alves, João Manuel Manso Neto, António Manuel Barreto Pita de Abreu, António Fernando Melo Martins da Costa, João Manuel Veríssimo Marques da Cruz e Miguel Stilwell de Andrade.

O primeiro é o administrador financeiro (CFO) da empresa desde 2006, o segundo é administrador ligado à produção e internacionalização desde 2003 e membro do CA executivo desde 2006, tal como António Manuel Barreto Pita de Abreu, que, no setor elétrico desde 1977, preside à EDP Energias do Brasil desde 2008 e também é responsável pelo pelouro dos Recursos Humanos, tendo presidido a diversas entidades, como EDP Produção, REN, EDINFOR ou Oni.

António Fernando Melo Martins da Costa, que foi diretor executivo da Eureko BV (Holanda) e da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento (APFIN), presidiu à EDP - Energias do Brasil entre 2003 e 2007 e é administrador executivo da EDP desde 2006.  Presidente do CA da EDP Internacional e da EDP Soluções Comerciais desde 2009, depois de dirigir a expansão na energia eólica nos EUA, tem também o pelouro da EDP Distribuição.

João Manuel Veríssimo Marques da Cruz, que presidiu o ICEP Portugal entre 2005 e 2007, tem feito carreira no setor do transporte, designadamente aéreo, integra o CA da EDP Internacional desde março de 2007 e preside ao CA da Companhia de Eletricidade de Macau desde 2009.

Miguel Stilwell de Andrade está na EDP desde 2000 e integra desde janeiro de 2009 o CA da EDP Distribuição Energia, sendo igualmente administrador da EDP Inovação, EDP Ventures e EDP Gás Distribuição.

Os autores das propostas de cargos sociais já adiantaram que pretendem que João Manso Neto seja o novo administrador delegado da EDP Brasil, em substituição de Ana Maria Fernandes, que passará para diretor presidente desta empresa, onde substituirá António Pita de Abreu.

Aos acionistas é ainda proposta a eleição dos 23 membros do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, em particular a indicação de Eduardo Catroga para a presidência e a inclusão de quatro representantes da China Three Gorges, um dos quais como vice presidente.

A 30 de dezembro, a China Three Gorges assinou o acordo para a compra da participação do Estado de 21,35 por cento do capital da EDP, por 2,7 mil milhões de euros, tornando-se na maior acionista da empresa.