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Produção de petróleo da Galp cresceu 16% no primeiro trimestre

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A Galp Energia alcançou nos primeiros três meses do ano uma produção média de 38,7 mil barris por dia, um aumento que acontece num período de queda da cotação do petróleo.

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A produção de petróleo da Galp Energia no primeiro trimestre deste ano atingiu uma média de 38,7 mil barris por dia, mais 16,1% do que no último trimestre do ano passado, informou a Galp em comunicado ao mercado.

No seu relatório com os dados operacionais preliminares do período de janeiro a março, a Galp revela ainda que em comparação com o primeiro trimestre do ano passado a sua produção petrolífera (líquida de impostos e contribuições previstas nos contratos) teve um crescimento de 57,4%.

Este reforço da produção, que está a ser alavancado principalmente pela expansão da Galp no Brasil, ocorreu, contudo, em paralelo com uma queda da cotação do petróleo, com o preço médio do "Brent" a cifrar-se em 53,9 dólares por barril no primeiro trimestre, menos 29,6% que no trimestre anterior e menos 50,2% que no primeiro trimestre do ano passado.

Ao nível da refinação, a Galp registou entre o quarto trimestre de 2014 e o primeiro trimestre de 2015 um recuo de 5,1% no volume de matérias-primas processadas, para 26,2 milhões de toneladas, embora em termos homólogos tenha havido um crescimento de 34,1%.

Ao contrário da tendência de queda de preços na produção, no negócio da refinação a conjuntura é mais positiva para a Galp, já que a margem de referência de refinação atingiu no início deste ano os 5,3 dólares por barril, valor que compara com 2,9 dólares por barril no trimestre anterior e com uma margem negativa de 0,6 dólares por barril no período de janeiro a março de 2014.

No seu comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Galp indica ainda que as suas vendas totais de gás natural cresceram 16,4% face ao último trimestre do ano passado, um aumento suportado principalmente pelo negócio de "trading" (revenda internacional de gás), já que a venda a clientes diretos (em Portugal e Espanha) cresceu apenas 3,2%.