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Presidente executivo da Galp ganhou 1,5 milhões de euros em 2014

Ferreira de Oliveira recebeu mais de 1,5 milhões em 2014.

Tiago Miranda

Manuel Ferreira de Oliveira recebeu no ano passado menos 7% do que em 2013, mas continuou a ser um dos gestores mais bem pagos das empresas portuguesas cotadas em bolsa.

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O presidente executivo da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, recebeu remunerações de 1,53 milhões de euros no ano passado, revela o relatório de governo da sociedade que a petrolífera publicou esta sexta-feira. O valor traduz uma descida de 7% em comparação com o montante auferido pelo líder da Galp em 2013, que foi de 1,64 milhões de euros.

Manuel Ferreira de Oliveira é um dos gestores mais bem pagos das empresas portuguesas cotadas em bolsa, tendo a sua remuneração voltado a superar a de António Mexia, presidente executivo da EDP, que em 2014 recebeu um rendimento bruto de 1,15 milhões de euros, conforme se ficou a saber esta quinta-feira.

Os 1,53 milhões de euros recebidos por Ferreira de Oliveira em 2014 não contabilizam uma parcela de 191 mil euros que lhe será paga posteriormente a título de remuneração variável diferida. O valor efetivamente recebido pelo presidente executivo da Galp ao longo do ano passado inclui 1,07 milhões de euros de remuneração fixa, 191 mil euros de componente variável imediata e 267 mil euros de plano poupança-reforma.

O segundo administrador mais bem pago na Galp no ano passado foi Luís Palha da Silva, que recebeu 700 mil euros, dos quais 490 mil euros de remuneração fixa e o restante de componente variável e poupança-reforma.

Globalmente, o conselho de administração da Galp Energia auferiu 5,33 milhões de euros no ano passado, o que corresponde a um incremento de cerca de 5% em comparação com as remunerações de 5,06 milhões de euros registadas em 2013. Os valores dizem respeito à totalidade da administração da petrolífera, incluindo administradores executivos e não executivos.

Na Galp, à semelhança do que ocorreu em anos anteriores, o presidente do conselho de administração (não executivo), Américo Amorim, prescindiu de remuneração.