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Norte-americana Blackrock já tem mais de 5% da EDP

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EDP realiza assembleia geral de acionistas a 21 de abril.

Alberto Frias

A gestora de fundos, que tinha entrado no capital da EDP há quatro anos, reforçou a sua posição na elétrica, depois de o Capital Group ter feito o mesmo. Resultado: os fundos norte-americanos já controlam 19,5% da EDP, quase tanto como a China Three Gorges.

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A gestora de fundos norte-americana Blackrock alcançou uma participação superior a 5% no capital da EDP, informou a elétrica presidida por António Mexia em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A Blackrock tornou-se um acionista de referência da EDP há quatro anos, tendo em 27 de abril de 2011 passado a fasquia dos 2% de participação no capital, limiar a partir do qual os investidores das empresas cotadas em bolsa detêm posições qualificadas, que têm de ser comunicadas ao mercado.

Desde então, a gestora de fundos americana conservou a sua posição. Ou, pelo menos, não comunicou ao mercado qualquer aquisição adicional de ações da EDP. Mas esta segunda-feira a EDP revelou que a Blackrock atingiu a 9 de abril uma posição de 5,02%, tendo agora mais de 183 milhões de ações da elétrica portuguesa.

A participação da Blackrock está distribuída por duas dezenas de subsidiárias suas, incluindo empresas com sede no Luxemburgo, Holanda, Reino Unido, Alemanha, Irlanda, Estados Unidos da América, Austrália, Japão, entre outros países.

Este reforço ganha especial relevância à luz da ampliação da presença que o capital de origem norte-americana tem tido na EDP. Recentemente, também o Capital Group aumentou a sua participação na EDP, que já soma 14,56%. Somando-lhes os 5,02% da Blackrock, a estrutura acionista da EDP já tem, só entre participações qualificadas, 19,58% nas mãos de empresas controladas a partir dos Estados Unidos.

O maior acionista da EDP continua a ser a China Three Gorges, que tem 21,35% da empresa portuguesa e está ainda abrangida pelo período de bloqueio da sua posição com que se comprometeu com o Estado português quando ganhou a privatização da EDP, em dezembro de 2011. Na ocasião, a Three Gorges pagou ao Estado 2,7 mil milhões de euros para se tornar o maior acionista da elétrica.

Além dos investidores chineses e norte-americanos, a EDP tem como acionistas de referência a espanhola Oppidum, sociedade-veículo do empresário Fernando Masaveu (7,18%), a Senfora, do Governo de Abu Dhabi (4,06%), o BCP (2,44%), a argelina Sonatrach (2,38%) e a Qatar Invesment Authority (2,27%).

Os acionistas da EDP irão na próxima semana, no dia 21 de abril, reunir-se em assembleia geral para aprovar as contas de 2014 e um novo mandato para o conselho de administração executivo, que continuará a ser presidido por António Mexia. O conselho geral e de supervisão, organismo representativo dos acionistas, sem funções executivas, será presidido por Eduardo Catroga, enquanto representante da China Three Gorges, caso as propostas em cima da mesa sejam aprovadas pelos investidores.