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Galp quer explorar petróleo em Angola

O presidente da Galp Energia afirmou hoje estar interessado na exploração de petróleo de Angola em águas ultra-profundas mas espera que o governo angolano altere o regime fiscal para zonas de alto risco exploratório.

O presidente da Galp Energia afirmou hoje estar interessado na exploração de petróleo de Angola em águas ultra-profundas mas espera que o governo angolano altere o regime fiscal para zonas de alto risco xploratório.

Manuel Ferreira de Oliveira, em declarações à margem da conferência do jornal Expresso Angola-Portugal, disse que "eventualmente a legislação de hoje, ligada a zonas de baixo risco, pode não ser aplicável a zonas de alto risco exploratório", como é a zona do pré-sal em Angola.

"O regime fiscal em Angola é o standard para zonas petrolíferas maturas, em que o risco é relativamente baixo". Contudo, refere Ferreira de Oliveira, "para aumentar as reservas muito para além do que tem hoje, a legislação de hoje pode não ser aplicável" à exploração no pré-sal angolano.

O presidente da Galp deu como exemplo o Brasil em que aquele país criou legislação específica para a pesquisa em águas ultra-profundas ('deep offshore').

Para Ferreira de Oliveira, a possibilidade de a Galp vir a participar em licitações para o pré-sal angolano não foi excluído, mas disse esperar que "o processo se conclua" e se faça "alguma exploração para ver o risco envolvido".

Acrescentou ainda que "cada pequena decisão custa, no mínimo, 200 milhões de dólares e portanto é com prudência que olhamos para o pré-sal angolano".