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Galp está aberta a oportunidades de aquisição de ativos petrolíferos

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MIGUEL A. LOPES / LUSA

Empresa admite estudar possíveis compras de projetos petrolíferos no Brasil, bem como a venda de outros ativos que já tem em carteira, como é o caso da distribuição regulada de gás natural em Portugal.

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Galp Energia está disponível para analisar eventuais oportunidades de compra de ativos de exploração petrolífera, em especial no Brasil, de forma a complementar a carteira de projectos que já tem em curso nesta área de negócio, revelou esta segunda-feira o presidente executivo da empresa, Carlos Gomes da Silva.

"Estamos atentos a qualquer ativo que possa ser colocado para alienação no Brasil. Não deixaremos de ter em consideração qualquer oportunidade que surja, fazendo uma gestão dinâmico do portfólio", declarou Carlos Gomes da Silva na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do primeiro trimestre.

A Galp está aberta tanto a projectos de exploração petrolífera ainda em fase embrionária, como a empreendimentos já em produção, mas, segundo Carlos Gomes da Silva, o grupo poderá vir a privilegiar a aquisição de ativos que apenas prevejam o arranque da extração petrolífera após 2018.

"Estaremos com mais apetite por ativos menos maduros se o seu perfil de desenvolvimento estiver no pós-2018", referiu o presidente executivo da Galp, notando que "quanto menor o estado de maturidade dos projectos, maior é o risco mas também maior será o retorno [do investimento]".

Carlos Gomes da Silva realçou, contudo, que a Galp não tem "nenhum objetivo pressionante" que a coloque no mercado à procura de operações para comprar. O gestor frisou que eventuais aquisições deverão ser equilibradas pela capacidade de a Galp se desfazer de outros ativos. Um deles poderá ser a rede de distribuidoras reguladas de gás natural em Portugal. "Mas está longe de estar à venda", acrescentou o presidente executivo da Galp.