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Fusões e aquisições no sector energético mundial disparam 70%

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José Carlos Carvalho

Um relatório da consultora PWC indica que no ano passado os negócios com ativos de gás, eletricidade e energias renováveis ascendeu a 224 mil milhões de euros.

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O valor global de fusões e aquisições no setor energético mundial cresceu 70% em 2014, para 243 mil milhões de dólares, o equivalente a 224 mil milhões de euros, revela um relatório divulgado esta segunda-feira pela consultora PWC.

A mais recente edição do relatório "Power and Renewables Deals", que não contempla a indústria petrolífera, indica que o número de transações permaneceu estável face a 2013, cifrando-se em 1.043 negócios, mas o valor total das operações disparou, com quase 49% dos montantes concentrados na área do gás, cerca de 41% na eletricidade e os restantes 10% envolvendo ativos de energias renováveis.

A América do Norte foi o destino de 65% dos investimentos, seguida da Europa, com um peso de 16%, e a região Ásia-Pacífico, com 11%, de acordo com o relatório da PWC. O principal impulso no crescimento das aquisições na América do Norte foi dado por via de negócios envolvendo a compra de gasodutos nos Estados Unidos da América. 

Segundo a mesma fonte, "o número de negócios envolvendo ativos europeus desceu 7% face ao ano anterior, enquanto o valor das transações baixou 13%". O relatório nota que a descida nas fusões e aquisições no setor energético europeu "reflete uma incerteza regulatória, que está a levar algum tempo para ser resolvida", bem como os constrangimentos vividos por algumas empresas de eletricidade.

A análise da PWC destaca, entre outros casos, a necessidade de desalavancagem de alguns grupos europeus, como a alemã E.ON, que no ano passado protagonizou a segunda maior alienação no Velho Continente, ao vender os seus ativos em Espanha e Portugal a um fundo de infraestruturas da Macquarie.

Segundo a PWC, atualmente os maiores compradores globais de ativos energéticos são fundos de pensões e investidores institucionais, além de fundos soberanos e de infraestruturas e de companhias estatais chinesas (como é o caso da State Grid, maior acionista da REN - Redes Energéticas Nacionais).