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Catroga representa chineses na EDP mas diz sentir-se "independente"

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Eduardo Catroga considera que nada muda na sua liderança do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, apesar de agora presidir este organismo por indicação da China Three Gorges. "Sou estruturalmente independente", afirma o antigo ministro das Finanças.

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

"Sou estruturalmente independente". Foi desta forma que Eduardo Catroga comentou a sua recondução na presidência do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, mas agora em representação da China Three Gorges (maior acionista do grupo) e já não a título de conselheiro independente.

Catroga está há largos anos no Conselho Geral da EDP, o organismo em que estão representados os acionistas que têm mais de 2% do capital da elétrica. Nos últimos três anos Eduardo Catroga já foi o presidente do CGS, mas tinha o estatuto de membro independente. Desta vez, porque os estatutos da EDP não permitiam que fizesse um novo mandato como independente, a China Three Gorges decidiu assumir a presidência do CGS, indicando Catroga para o exercício do cargo.

Mas o antigo ministro das Finanças de Cavaco Silva garante que continua a ver-se como um independente no Conselho Geral da EDP. "Sou um gestor profissional que procura desenvolver a sua atuação contribuindo para a prossecução dos objetivos da empresa", comentou Catroga após a assembleia geral da EDP, esta terça-feira. "Na minha cabeça nada muda", acrescentou.

Sobre o governo societário da EDP, Eduardo Catroga disse ainda que "o CGS tem de ser constituído por uma maioria de independentes", o que se confirma. "Vamos iniciar o mandato com 10 representantes dos accionistas e 11 membros independentes", referiu.