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Calor de setembro disparou produção de eletricidade a partir de gás natural

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João Carlos Santos

Foi um recorde histórico. A vaga de calor do início do mês puxou pelo consumo de eletricidade em Portugal e obrigou as centrais a gás a trabalhar na máxima potência

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A REN - Redes Energéticas Nacionais registou no dia 6 de setembro um novo máximo histórico na produção de eletricidade a partir de gás natural, com um pico de potência utilizada em centrais a gás de 3.344 megawatts (MW).

Este nível de uso das centrais a gás natural bate o anterior máximo, registado em 2011, de 3176 MW e, segundo a REN, traduz os efeitos da vaga de calor do início deste mês, que puxou pelo consumo de eletricidade no país, num momento em que a exportação de eletricidade para Espanha está igualmente em alta.

A produção máxima diária esteve perto de ser ultrapassada, tendo ficado a apenas 4 gigawatts hora (GWh) do anterior máximo de 57,6 GWh, registado também em 2011.

A REN sublinha em comunicado que este recorde na utilização das centrais elétricas a gás natural “vem demonstrar o papel essencial das infraestruturas nacionais de gás natural na garantia de abastecimento dos consumos, e do setor elétrico em particular”.

A REN lembra que estas infraestruturas “são planeadas e concebidas para dar resposta às exigências coincidentes dos consumidores, assegurando o seu pleno abastecimento sem restrições de consumo, garantindo assim o exercício das atividades produtivas que delas dependem”.

A empresa tem visto os seus planos de investimento de médio e longo prazo na rede elétrica e de gás natural serem recebidos com críticas por parte do regulador da energia, nomeadamente por preverem investimentos considerados excessivos, que terão repercussão nas tarifas de eletricidade e gás suportadas pelas famílias e empresas.

Para contestar os pareceres críticos da ERSE a REN vem invocando que os seus investimentos obedecem à necessidade de garantir a cobertura dos picos históricos de consumo, evitando o risco de que as redes sejam insuficientes perante situações extremas de procura. “As infraestruturas são por esta razão dimensionadas para garantir não só o consumo médio como também na perspetiva da segurança de abastecimento do consumo de ponta, como foi o caso”, salienta agora a empresa.