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Galp adia perfuração petrolífera ao largo do Alentejo

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Scanpix Denmark / Reuters

O consórcio da Galp Energia e da ENI já não vai perfurar este ano o primeiro poço no offshore alentejano. Presidente da Galp diz que o contrato de concessão tem de ser revisto

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O presidente executivo da Galp Energia, Carlos Gomes da Silva, revelou esta sexta-feira que o consórcio da Galp e da italiana ENI não tem condições para avançar este ano com a perfuração do seu primeiro poço petrolífero no offshore do Alentejo, devido à prorrogação do período de consulta pública sobre o projeto.

A acontecer, a perfuração já só poderá ter lugar no próximo ano, mas mesmo isso é incerto. O contrato de concessão existente previa que o prazo para a realização do primeiro poço pelo consórcio terminava em 2016. Mas ao ser prorrogada a consulta pública, o consórcio já só conseguiria realizar os trabalhos no final do ano, o que será inviável devido às condições atmosféricas.

“Vamos ter que fazer o diferimento dessa exploração para o próximo ano”, admitiu Carlos Gomes da Silva na conferência de imprensa desta sexta-feira sobre os resultados do primeiro semestre. “A concessão termina no final deste ano. Para fazermos alguma coisa ela tem de ser revista”, acrescentou o gestor.

Mas o presidente da Galp lembra que a realização da perfuração no offshore alentejano tem os seus custos e será um projeto em concorrência com outros investimentos que a Eni e a Galp pretendem realizar noutras geografias. O elevado risco de não encontrar petróleo ou gás em quantidades comercialmente interessantes torna o projeto do Alentejo particularmente complexo para o consórcio luso-italiano.

Carlos Gomes da Silva lamentou que Portugal tenha pouca tradição na prospeção e exploração petrolífera, o que motivou dificuldades no processo de licenciamento dos projetos. “Uma oportunidade perdida”, comentou o presidente da Galp a propósito da inviabilização da perfuração no offshore do Alentejo este ano.