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Champalimaud volta a reduzir participação na REN

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A Gestmin, de Manuel Champalimaud, deixou de ter uma participação qualificada na empresa portuguesa, da qual chegou a ser o maior acionista português

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Gestmin, de Manuel Champalimaud, vendeu um lote de mais de 656 mil ações da REN - Redes Energéticas Nacionais, equivalentes a 0,12% do capital da empresa, o que determinou a passagem da Gestmin para uma posição inferior a 2%.

Com a venda das ações, a empresa de Champalimaud, que chegou a ser o maior acionista português da REN, passou a deter 10,23 milhões de títulos da gestora de infra-estruturas energéticas, ou seja, 1,92% da empresa.

Com esta redução a Gestmin deixa de figurar entre os acionistas de referência da REN, cuja estrutura acionista divulgada publicamente lista apenas os detentores de participações qualificadas (superiores a 2%).

A REN tem desde 2012 como maior acionista a chinesa State Grid (25% do capital), seguida da Oman Oil (15%). A seguradora Fidelidade (detida pela chinesa Fosun) tem 5,3% da REN. Há vários investidores com participações de 5%: são os casos da EDP, do Capital Group e da espanhola Red Eléctrica. O resto do capital da REN está disperso em bolsa.

Durante anos a empresa que gere as redes de transporte de eletricidade e gás natural teve Manuel Champalimaud e Filipe de Botton como os maiores acionistas portugueses, mas após a venda de 40% da empresa pelo Estado à State Grid e Oman Oil os dois empresários começaram a desfazer-se das suas participações.

Manuel Champalimaud canalizou entretanto as suas atenções, e o seu património, para a privatização dos correios. Nos CTT a Gestmin detém já uma participação de 7,24%, o que a torna o maior acionista.

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