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Projeto de energia das ondas em Peniche assegura financiamento de 10 milhões

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O Banco Europeu de Investimento e o programa Horizonte 2020 decidiram atribuir ao projeto Waveroller um empréstimo que cobre mais de metade do custo total da iniciativa

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O projeto Waverolller, que está a ser desenvolvido em Peniche para explorar o potencial da energia das ondas para a geração de eletricidade, acaba de assegurar um financiamento de 10 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento (BEI), com o apoio do programa comunitário Horizonte 2020.

O empréstimo faz parte da linha de apoio Innovfin Energy Demo Project, destinada a financiar, com maturidades até 15 anos, empreendimentos de teste de novas tecnologias no sector energético, que, por não estarem ainda numa fase de exploração comercial, não conseguem gerar para já as receitas necessárias ao pagamento do investimento.

O Waveroller já tem desde 2012 três protótipos em teste em Portugal, cada um com uma potência de 100 kilowatts (kW). A tecnologia permite converter a energia das ondas em energia elétrica com recurso a painéis que são instalados debaixo de água, com um circuito hidráulico no seu interior.

A nova fase prevê a instalação de um equipamento de demonstração em escala real com 350 kW. O custo desta nova etapa será de 19 milhões de euros (dos quais 10 milhões apoiados pelo empréstimo do BEI).

O comissário europeu da Inovação, Carlos Moedas, comentou, em comunicado, que “investir nas tecnologias de energias renováveis é reforçar o papel de liderança da Europa nesta área”, sendo que este apoio “contribui para soluções aos desafios das alterações climáticas globais, criando emprego e crescimento económico sustentável na Europa e em Portugal”.

Além do Waveroller, Portugal já tem outros projetos de produção de energia a partir do mar, entre os quais o Windfloat, uma torre eólica flutuante ao largo da Póvoa de Varzim, com 2 megawatts (MW) de capacidade, que nos próximos meses será desligada, para dar lugar ao teste de outras tecnologias. O projeto Windfloat deverá mais tarde prosseguir ao largo de Viana do Castelo com um parque eólico offshore de maior dimensão.