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Estudo para ligação elétrica entre Portugal e Marrocos pode custar 200 mil euros

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O Governo está empenhado em promover a instalação de um cabo submarino entre o Algarve e Marrocos, que permitirá a Portugal aumentar a exportação de energia renovável. O concurso para o estudo de viabilidade acaba de ser lançado

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) lançou oficialmente esta segunda-feira o concurso público para o estudo de viabilidade de uma interligação elétrica entre Portugal e Marrocos, estudo esse que poderá custar ao Estado português até 200 mil euros.

Segundo o anúncio publicado em “Diário da República”, a empresa que vencer o concurso deverá elaborar e entregar o estudo ao Estado português num prazo de seis meses.

Os critérios para a adjudicação deste estudo são a qualidade técnica da proposta (70%) e o preço apresentado (30%).

O estudo visa avaliar a viabilidade técnica e económica do investimento num cabo submarino para o transporte de eletricidade entre Portugal e Marrocos, uma infraestrutura que permitiria, entre outros benefícios, escoar energia renovável portuguesa para o Norte de África.

O reforço das interligações energéticas com o exterior tem estado na lista de prioridades do atual Governo, sendo uma iniciativa que permitirá, no domínio da eletricidade, aumentar a capacidade de aproveitamento e exportação de energias renováveis, designadamente eólica e solar.

No gás natural Portugal também tem previsto um reforço da capacidade de interligação com Espanha, o que permitiria aumentar o trânsito de gás para o centro da Europa, nomeadamente aproveitando a capacidade de importação de gás natural liquefeito (GNL) que existe no terminal da REN em Sines.

No entanto, para que o reforço das interligações com Espanha seja bem sucedido será necessário que Espanha consiga também ampliar a capacidade das suas interligações energéticas com França, que tem ainda significativos constrangimentos físicos nos Pirinéus.