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Portugal fechou 2015 com a eletricidade e o gás mais caros da Europa

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FOTO GETTY

Em paridade de poder de compra, é em Portugal que a fatura energética das famílias custa mais a pagar, segundo o Eurostat. Em termos absolutos, Portugal tem o segundo gás mais caro da Europa e ocupa a sétima posição na eletricidade

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Portugal registou no segundo semestre de 2015 a eletricidade e o gás natural mais caros da Europa ao ponderar os respetivos preços em função do poder de compra, revelou esta sexta-feira o Eurostat, o organismo oficial de estatística da União Europeia (UE).

Em termos absolutos, incluindo impostos, Portugal teve preços médios de eletricidade para clientes domésticos no segundo semestre de 2015 que posicionaram o país em sétimo lugar (acima da média da UE e da Zona Euro), numa tabela em que os preços mais elevados foram registados na Dinamarca e Alemanha e os mais baixos na Bulgária e na Hungria.

No gás natural, incluindo impostos e também no segmento doméstico, Portugal teve o segundo preço mais alto da Europa, apenas atrás da Suécia e à frente de Espanha e Itália. Os preços mais baixos de gás foram registados na Roménia, Hungria, Estónia e Bulgária.

Em paridade do poder de compra, no entanto, o Eurostat revela que é em Portugal que a fatura do gás custa mais a pagar. Em segundo lugar surge Espanha e em terceiro lugar, com um custo semelhante (ajustado pelo poder de compra), a Grécia e a Suécia.

O preço da eletricidade ajustado pelo poder de compra é em Portugal o mais alto da UE, seguindo-se o custo da energia elétrica na Alemanha, Espanha e Roménia.

De acordo com o Eurostat, os preços médios da eletricidade no ano passado subiram 2,4% na UE, enquanto os do gás natural recuaram 1,7%.

No caso português, o regulador da energia determinou para 2015 um aumento das tarifas transitórias de eletricidade de 3,3%, a que se seguiu uma nova atualização de 2,5% em 2016.

No gás natural, a ERSE aprovou em 2015 uma descida de 7,3% das tarifas e já em 2016 o regulador propôs uma nova queda de 18,5% (resultante de uma primeira descida em maio e de uma nova diminuição dos preços a partir de julho).